the guitar world

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terça-feira, 3 de abril de 2018

Wave Gotik Treffen - O maior festival gótico do mundo

Wave Gotik Treffen: o maior festival do gênero no mundo


Os principais festivais de música gótica se encontram na Europa. Uma veloz lembrança histórica leva o continente a ter forte influência literária, artística, arquitetônica e mesmo religiosa, o que torna de certa forma como o local natural para abraçar o gênero que cultua o lado sombrio do ser humano. Não por acaso, o maior festival gótico do mundo vem da Alemanha.

O festival se chama Wave Gotik Treffen e surgiu em 1.987 inicialmente na cidade de Potsdam. Era apenas mais um festival gótico europeu que a própria Alemanha via sua realização como irregular. Após a reunificação da Alemanha Ocidental e Oriental, o festival muda de local e passa a ser editado na cidade de Leipzig. A primeira edição em Leipzig foi em 1.992.


Em Leipzig o WGT  começa a crescer


De lá pra cá o festival passou a ser anual e a cada ano vem arrebatando cada vez mais um público ávido por publicações góticas, música e moda. Normalmente o Wave Gotik Treffen costuma receber mais de cem artistas por edição. Artistas das mais diferentes vertentes como o dark wave, death rock, industrial e death metal.

O maior público registrado no festival foi na edição de 2.000 com o público estimado em 27.000 pessoas. Isso se deve a crescente presença de estrangeiros que a cada ano lotam os hotéis de Leipzig. A edição desse ano está sendo aguardada para acontecer durante quatro dias entre 18 e 24 de maio. No momento para a apresentação estão confirmados 141 artistas.





WGT edição 2017





Um pouco do público do WGT





Helder Santos




sábado, 24 de março de 2018

As faces de Alison Lewis

Alison Lewis: rosto de várias faces do rock gótico


A música gótica ainda existe e resiste sobretudo no Velho Mundo. Ainda que o gênero se encontre ainda mais obscuro e distante das paradas de sucesso há que ainda percorra essa trilha escura procurando caminhos, experimentando sonoridades e emendando projetos. Um mais instigante que o outro. É o que faz a inglesa Alison Lewis desde o começo da década.

O primeiro projeto de Alison veio com a formação do grupo Linea Aspera em 2.011. Contando com Ryan Ambridge nos sintetizadores, Ryan era responsável pelas mixagens e produção enquanto Alison compunha as músicas e fazia os vocais. A parceria rendeu dois EPs ( Linea Aspera e Linea Aspera II ) e um álbum homônimo. A impressão que passaram foi a de uma música totalmente influenciada pela Cold Wave dos anos 80.


Alison Lewis na época do Linea Aspera



Linea Aspera - Synapse


Apesar da boa impressão que causou aos críticos especializados o Linea Aspera se desfez em 2.013. Não que isso tenha freado o ritmo de Alison. No mesmo ano, uma gravadora nova e um companheiro novo comandando os sintetizadores chamado Sidi Lamar estava de volta. No mesmo ano lançaram o primeiro EP "Ennoea" contendo seis faixas num projeto batizado de Keluar.

A fase do Keluar foi um período rico em composições rendendo a produção de mais três EPs sendo o último "Panguna"  de 2.015. A melancolia minimalista de Alison a fez enfim trabalhar sozinha. Sem uma parceria, passou a assinar seu nome como Zoe Zanias e em 2.016 assinou um projeto chamado Zanias lançando o primeiro EP "ToThe Core".


Com Sidi Lamar a frente do Keluar


Keluar - "Ennoea"


Alison hoje é Zoe Zanias


Zanis - "Follow The Body"





Helder Santos

sábado, 3 de março de 2018

Sabrina Parlatore

Sabrina Parlatore: de VJ a cantora


No começo dos anos 90 a emissora MTV (Music Television) firmava-se na programação brasileira. Nos anos seguintes ficou famosa por revelar rostos que chegaram a fama não somente pela beleza, mas também pelo amplo conhecimento musical que demonstravam. E não foi diferente com a até então modelo Sabrina Parlatore quando estreou em 1.995.


Começou apresentando o programa Non Stop MTV, mas firmou-se como apresentadora do Disk MTV, apresentando por quatro anos. Tamanho sucesso abriu possibilidades de apresentar outros programas na emissora até o ano 2.000 quando decide trocar de ares, trocando o canal de música pela Rede Bandeirantes. Mesmo com a troca Sabrina não perdeu o foco.


Sabrina Parlatore a frente do "Disk MTV"


"Disk MTV" de 1.996


A proposta de ir para a Rede Bandeirantes deu a chance de dar um passo a frente na carreira na televisão aberta e fazer o trabalho que já fazia. Começou apresentando o programa "Território Livre", programa jovem com vídeos. Porém reformulações e guerra de audiência, outros programas que acabaram não emplacando faz com que Sabrina Parlatore troque a emissora pela TV Cultura em 2.005.

A frente de um programa maduro e enxuto, apresentou o programa "Vitrine" por seis anos quando em 2.011 veio a tona a vontade de cantar. Cantando músicas de Jazz, bossa nova e MPB com o show "De Gershwin a Tom Jobim" fez cerca de quarenta apresentações. Os planos de tornar-se cantora se viram adiados quando foi diagnosticada em 2.015 com câncer de mama.


Exemplo de vida: Sabrina vence o câncer


O ano de 2.016 foi um ano de superação. Seu caso serviu e serve de exemplo a todas as mulheres que vivem o mesmo problema. Sabrina usou sua imagem para ajudar a divulgar e conscientizar sobre a importância da prevenção Por consequência o lado cantora de Sabrina voltaria a ser notícia e ganhar os holofotes através de um convite da Rede Globo no ano passado.


Como participante do programa "Popstar", Sabrina pôde mostrar em rede nacional suas qualidades como intérprete. No entanto terminou o reality com a sexta colocação, sendo a nona participante eliminada. A verdade é que suas influências musicais estavam lá presentes. Sabrina é vitoriosa em todos os aspectos Venceu muito mais do que o medo de se expor aos palcos.



Interpretando "Don't Know Why" no Popstar





Helder Santos




quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Tropicália 50 anos - Parte 01

Tropicália: movimento que revolucionou o fiim dos anos 60


Tropicália também conhecida como Tropicalismo completou ano passado cinquenta anos de sua existência. De vida curta, durou entre 1.967 e 1.969. Nesses anos bastou para revolucionar não apenas a música brasileira, mas todo o contexto ligado a arte, comportamento e política. Influenciou diretamente as artes plásticas com Helio Oiticica e o Cinema Novo de Gláuber Rocha.

Sob a sombra da ditadura militar artistas escreviam letras contestadoras, músicas que resultaram em perseguição e exílio para boa parte deles. Artistas qqe tocaram no Festival de Música Brasileira de 1.967 deram início ao movimento. O Festival também ficou conhecido como "A noite da Tropicália", pois resumia bem o pensamento dos jovens Caetano Veloso e Gilberto Gil.




"Eu organizo o movimento" cantava Caetano Veloso em "Tropicália" a música de origem. Todos os músicos envolvidos eram músicos com passagens por festivais. Os tropicalistas se identificavam como "Pós-Bossa Nova" e se aproximaram mais do rock e da psicodelia do que a Jovem Guarda, movimento anterior, jamais fez. O principal registro foi o álbum de 1.968 "Tropicália ou Panis Et Cirsensis" considerado um manifesto cujo teor não envelhece.

O lado político foi explorado com discursos de esquerda que sofreram com repressão e censura através do Ato Institucional AI-5. O Tropicalismo com seus principais nomes no exílio viveu o que chamaram de "Pós-Tropicália" em 1.969 e que não deixava de ser a Tropicália, apenas novos artistas que apareceram com o intuiito de participar do movimento mas com auto estima menor.

Artistas que fizeram a Tropicália:


CAETANO VELOSO




"Tropicália"



"Alegria Alegria"



OS MUTANTES




"Panis Et Cirsensis"


TORQUATO NETO 




Matéria sobre Torquato Neto



TOM ZÉ




"São Paulo Meu Amor"


JORGE BEN




"País Tropical"



GAL COSTA




"Divino Maravilhoso"



Helder Santos


Tropicália 50 anos - Parte 02






Outros artistas que fizeram a Tropicália:


GILBERTO GIL



"Domingo no Parque"


"Aquele Abraço"


NARA LEÃO 




"Vento de Maio"



CAPINAM



"Ponteio"


JARDS MACALÉ




"Gothan City"


JORGE MAUTNER




"Radioatividade Não"


LANNY GORDIN



Matéria com Lanny Gordin



Helder Santos

sábado, 20 de janeiro de 2018

Hollywood Rock 30 anos - Parte 1

O primeeiro grande festival de rock após o Rock In Rio


A primeira edição do Hollywood Rock no Brasil trata-se de uma idéia de reedição que acontecera no ano de 1.975. Naquele ano somente nomes nacionais se apresentaram nos palcos. Por isso mesmo o Hollywood Rock com caráter internacional só viria a acontecer anos mais tarde em 1.988. Era a primeira de sete edições que aconteceriam em anos posteriores.

Foi o primeiro grande festival a acontecer após a primeira edição do Rock In Rio em 1.985. Naquele tempo artistas que antes desdenhavam da hipótese de grandes shows em terras brasileiras, viram um mercado fértil. Finalmente o Brasil estava no mapa da música Pop. Era comum que empresas de tabaco patrocinassem eventos de grande porte e a Souza Cruz bancou a idéia trazendo a marca Hollywood.




Foram quatro noites de apresentações divididas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. As apresentações do Rio de Janeiro aconteceram na Praça da Apoteóse, no Sambódromo. Já na capital paulista aconteceu no Estádio do Morumbi. Seis nomes nacionais e seis nomes internacionais se apresentaram com três artistas por noite.


 IRA

A banda paulista abriu as noites dos dias 6 e 13















Ira - "Não Pague pra Ver" ( áudio )



TITÃS


O ainda octeto fez a segunda apresentação dos dias 6 e 13

















Titãs - "Polícia"



THE PRETENDERS


Coube a Chrissie Hynde e seus Pretenders o encerramento das noites dos dias 6 e 13
















The Pretenders - "Back On The Chain Gang"



PARALAMAS DO SUCESSO


Os Paralamas colheram o Sucesso do Rock In Rio de 85 para fazer duas noites consagradoras nos dias 7 e 14















Paralamas do Sucesso - "Vital e sua Moto"



UB-40


O consistente reggae dos irmãos Campbell contagiou o segundo show dos dias 7 e 14
















UB-40 - "I've Got You Babe"



SIMPLE MINDS


Indo na contramão das expectativas, a banda escocesa proporcionou shows épicos nos encerramentos dos dias 7 e 14















Simple Minds - "Don't You Forget About Me"



Helder Santos

Hollywood Rock 30 anos - Parte 2







ULTRAJE A RIGOR


A irreverência do Ultraje a Rigor serviu para abrir os shows dos dias 8 e 15



















Ultraje a Rigor - "Sexo"



SIMPLY RED


A paixão do Simply Red pelo Brasil começou como sendo o segundo nome a se apresentar nas noites de 08 e 15 de janeiro















Simply Red - "Come To My Aid"


DURAN DURAN


Duran Duran veio ao Brasil pela primeira vez reduzido a um trio. Simon Le Bon, John Taylor e Nick Rhodes tocaram a apoteótica Rio na Apoteóse do Rio de Janeiro, sendo a bandar a fechar essas noites









Duran Duran - "Rio"



LULU SANTOS


Outro que apareceu no festival colhendo os frutos do primeiro Rock In Rio foi Lulu Santos, escalado para abrir as últimas noites acontecidas nos dias 9 e 16














Lulu Santos - "Casa"


MARINA

Única mulher no elenco brasileiro Marina ainda não assinava seu nome artístico como Marina Lima. É dela as segundas apresentações de encerramento



Marina - "Me Chama"


SUPERTRAMP


Coube a clássica banda de rock progressivo Supertramp as honras de fechar o Hollywood Rock tanto no Rio como em São Paulo, mesmo sem a presença do vocalista principal Roger Hodgson













Supertramp - "Cannonball"



Helder Santos