Orquestra Mundana Refugi: espaço para todos os povos
Imagine ter uma banda que seja possível abrigar todas as pessoas de diferentes crenças e povos. Imagine que esse sonho se torne realidade. Pois esse sonho se tornou real para o maestro brasileiro Carlinhos Antunes que além de músico é historiador. Isso fez com que uma carreira muito sólida e de muita pesquisa possibilitasse concretizar o trabalho que originou o Otquestra Mundana Refugi.
Com mais de quarenta anos de carreira, Carlinhos Antunes tem vasta experiência em circuitos noturnos e teatro. Essa experiência de poder estar em contato com variedade tão grande de pessoas fez com que ainda em 1.995 já nascesse o sonho de montar o grupo que ganhou esse nome em referência a "Mundano", segundo álbum do maestro.
"Caravana Refugi", o segundo álbum
O nome da banda remete a ideia proposital de ser o ponto para as pessoas que rodam o mundo. Então passou a trazer músicos que vieram de lugares que vivem em conflitos e tiveram que sair como refugiados. Mais abrangente, ainda acolhe músicos brasileiros e imigrantes. O maestro costuma ressaltar como essa química é fundamental para levar sua mensagem de paz.
Todos podem trazer suas próprias composições e podem cantar com seus próprios idiomas. O Orquestra Mundana Refugi tem dois álbuns lançados. O primeiro com nome homônimo de 2.017 gravado pelo Selo Sesc e o mais recente "Caravana Refugi" de 2.019. O trabalho de resgate musical e cultural do grupo chegou a ser oficialmente reconhecido pela ONU.
Kalush Orchestra: uma voz ucraniana em meio a Guerra
A Guerra entre a Rússia e a Ucrânia tornou-se iminente entre dezembro de 2.021 e janeiro desse ano, explodindo em fevereiro. Já são pouco mais de três meses de conflito sangrento para os dois lados, provocando a evasão da população ucraniana aos países vizinhos. A tensão começou ainda em 2.014 por causa de conflitos ocorridos na região da Criméia.
Outro motivo alegado pelo regime russo é a aproximação militar da OTAN a divisas do território russo. Em meio a troca de ameaças, sanções e vidas perdidas, vemos a vida sobreviver na arte. Não por acaso que um dos grupos mais comentados do mundo nas últimas semanas é o grupo ucraniano Kalush Orchestra.
Kalush Orchestra e sua apresentação no programa Eurovision..
Kalusch Orchestra é um grupo de Rap vindo da região de Kalush. Fundado em 2.019, incialmente com cinco integrantes e atualmente com três. Conta com o rapper Oleh Psiuk, Ihor Didenchuk e o DJMC Klimmen. O grupo ainda novo já conta com um EP "Yo-Yo" e um álbum "Hotin", ambos lançados em 2.021.
Mas o sucesso meteórico se deve ao lançamento de diversos singles que ficaram populares na Ucrânia e também com a apresentação no programa televisivo Eurovision Song Conquest. É um Festival da Canção de grande prestígio na União Européia, onde o Kalush Orchestra sagrou-se como o grande vencedor com a canção "Stefania", cuja música e vídeo retratam os efeitos da Guerra na população ucraniana.
Era uma vez uma menina ainda bem criança que já era apaixonada por música. Não era apenas um amor de ouvinte. Era o sentimento de quem já queria a música pra sua vida. Isso fez com que a americana Emily Hastings corresse desde cedo atrás de seus objetivos e ainda aos dez anos iniciaria seus projetos.
Com suas irmãs ela montou sua banda The Hastings onde desenvolveu sua técnica e habilidade na guitarra. Porém, depois de um longo tempo a banda acaba e Emily Hastings se muda para o Brasil e conhece quem seria seu futuro marido, o guitarrista Warleyson Almeida. Juntos excursionaram pela primeira vez em terras brasileiras e ela passou a elaborar seu primeiro projeto solo sem as The Hastings.
Fenômeno mundial no Youtube com milhões de visualizações
Ela começou a ficar conhecida pelos seus covers de artistas como Pink Floyd, Steve Vai e Gun's Roses. Através de seus vídeos passou a ser vista como uma excelente guitarrista de hard rock no seu canal no Youtube feito em 2.020 e conta com mais de 220.000 inscritos. Isso a motivou a fazer composições próprias e colocá-las em redes sociais.
Emily Hastings é uma artista hoje que tem em seus vídeos mais de 1 milhão de visualizações. Seu talento na guitarra já a aponta como uma entre os melhores guitarristas da atualidade. Apesar desse sucesso, ainda está ao passo de definir uma carreira mais real para seus seguidores e iniciar uma gravação com suas composições próprias pro seu primeiro álbum solo.
Para quem não conhece, Prafit Josiah a primeira vista pode parecer mais um entre centenas de rappers. Observando melhor a pessoa e o artista vemos que o cidadão nascido em RochesterNew York é além de artista, empresário e pai de família. Junta-se esses valores e vemos que ele encara sua carreira com seriedade e maturidade.
Longe do sexsismo comum do rap atual, Prafit Josiah se inspira no rap mais engajado do final dos anos 90, tendo referências nomes como Common e Jay-Z. Aliás a década de 90 seria seu início no mundo da música, integrando desde 1.993 o grupo Prafitz. Com o grupo lançou dois álbuns e vários singles, encerrando suas atividades em 2.002.
Prafit Josiah teve um hiato de alguns anos, porém em 2.016 sofre uma forte perda familiar ao ter um primo seu assassinado. Isso faz com que retornasse aos microfones dessa vez solo, procurando cada vez mais transmitir mensagens com valores para um público que já o conhecia e para um público a conquistar.
E para esse novo público, Prafit Josiah define sua atual música como "Hip-Hop cristão". Seu primeiro álbum foi lançado em 2.020 intitulado de "God Made Me Do It", tendo como principal single a canção "Imagine Dog". O álbum mais recente foi lançado em meados desse ano chamado "Crhist Died For This", trazendo como principal single, a faixa-título.
Maja Lena não é uma desconhecida no cenário musical alternativo do Reino Unido. Maja Lena é o apelido da canora Marianne Parrish, conhecida como a cantora inglesa do grupo Low Chimes. Depois de quinze anos na estrada com a banda, seu nome ficou bastante conhecido em festivais prestigiados de música indie.
Presença em festivais como o Greemman Festival e o Glastonbury Festival fez do Low Chimes ser comparável a outras bandas de folk/indie como o Florence And The Machine. Com os altos e baixos do mundo da música, Marianne Parrish deixa o vocal do Low Chimes para se dedicar a carreira solo a partir de 2.020.
A partir de então assume seu apelido Maja Lena. Dona de uma voz doce e suave e abordando temas íntimos como existencialismo e espiritualidade, lança seu primeiro álbum solo no dia 23 de julho de 2.021. Uma brisa calma e um chamado espiritual em meio ao período de surto mundial da pandemia do covid-19.
Seu primeiro álbum foi batizado de "The Keeper". Foi gravado pela gravadora Chiverin e a própria Maja Lena assina a produção. Do álbum saíram alguns singles. O primeiro e mais bem sucedido é "Avalanche". Outros dois foram lançados mais recentemente. "Birtch" e "Antares".
Yair Levi é um cantor israelense nascido na cidade de Zkron Yahakov que teve a carreira iniciada no ano de 2.016. Cantando músicas religiosas, suas músicas são cantadas em inglês e hebraico. Desde então é o artista de soul music de maior ascensão e popularidade dentro da população judaica.
Esse sucesso se deve a sua forte presença nas plataformas digitais. Lançou seu primeiro álbum "Breating Again" em 2.016 e o segundo "Let Go" no ano seguinte. Mas foi com a evolução da pandemia da covid-19 que alavancou sua carreira em 2.020 ao lançar a canção "Refa Na".
Yair Levi: música para unir os povos
A música é uma oração que Moisés fez para sua irmã após ela adoecer. A gravação foi um sucesso estrondoso pelo mundo ganhando milhões de visualizações, compartilhamentos e covers de vários países como Líbano, Índia, Argentina e Brasil, mostrando como a oração pode juntar vozes de povos diversos.
Yair Levi que foi militar por três anos e grava em seu próprio estúdio, mais recentemente em março desse ano gravou seu mais recente álbum "Shema Israel ( Deuteronomy 6 ). O álbum tem o propósito de ser uma grande oração universal, de unir Israel a fé e o mundo.
Lenna Bahule: agradável voz que une Moçambique e Brasil
Lenna Bahule é uma cantora de Moçambique nascida na capital Maputo. Começou sua relação com a música ainda muito cedo quando tinha cinco anos se matriculando na Escola Nacional de Música de Maputo. Vinda de uma família que a incentivava muito para ingressar na música, filha de um engenheiro de som, foi crescendo até que em 2.006 ingressa numa banda chamada TP50.
A banda era formada por moçambicanos que tocavam música brasileira. A aproximação com o Brasil aumentou quando decide trancar a faculdade para se dedicar de vez a música. Em 2.011 desembarca em solo brasileiro com interesse de conhecer a cultura local. Gostou tanto que o que era pra ser uma simples visita se tornou mais que isso.
Uma ponte cultural ligando os dois países de língua portuguesa..
Lenna Bahule acabou fixando moradia, uma vez que se viu sem condições de voltar pra casa. Uma vez residindo na cidade de São Paulo, absorve o que a cultura brasileira tem a oferecer e o resultado final é seu primeiro álbum lançando em 2.016. "Nômade" que traz toda a riqueza rítmica presente nas músicas brasileira e africana.
O álbum reúne doze músicas cantadas em português, mas também cantadas em idiomas africanos como o tsonga e o suali. Também é possível ver referências musicais a artistas como Bob Mc Ferrin e Naná Vasconcelos. Paralelo a música, Lenna Bahule tem se dedicado a outras atividades como dar cursos de vocalização e de consciência corporal.