the guitar world

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

The Hu

The Hu: metal da Mongólia para o mundo


As vezes no reinado do Heavy Metal acontecem surpresas. As vezes surgem bandas com propostas surpreendentes capazes de questionar se a soma das sonoridades são capazes de funcionar. A banda The Hu é uma dessas com o benefício de trazer um ar inovador para o mais pesado dos gêneros do rock.

Isso muito por conta de sua origem. Surgido ano passado na Mongólia, o trio que forma o The Hu veio da capital Ulan Bator. O que torna a banda de diferente de inúmeras bandas do gênero é o fato de misturarem o Heavy Metal com a música folclórica mongol, fazendo uso de instrumentos comuns usados no país.




Instrumentos como o morin khuur ( tipo de instrumento de cordas ), o tumur kuur ( espécie de harpa ) e o tsuur ( um tipo de flauta ) compõem os que os próprios integrantes definem como Hunnu Rock, uma alusão aos hunos, povo ancestral que habitou a Mongólia.

O primeiro álbum veio esse ano. Com o título de "The Gereg" ganhou três singles que ganharam grande repercussão e visualização pelo Youtube ( 30 milhões de visualizações ). As músicas "Yuve Yuve Yu" , "Wolf Totem"e "Shoog Shoog" são o cartão de boas vindas que os impulsionaram a excursionar por diversos festivais de música durante o ano.


The Hu - "Wolfe Totem"


The Hu - "Yuve Yuve Yu"





Helder Santos

sábado, 14 de dezembro de 2019

Punk São Paulo - Parte 01



O movimento punk surgido na segunda metade dos Anos 70, como se sabe, foi um agente revolucionário que ditou todos os costumes e os consumos de uma época. Trouxe toda uma nova visão da sociedade sob uma visão de inconformismo e rebeldia. Essa visão sob o ponto de vista do "Velho Mundo" é que é mais notada, mas o mundo é um lugar maior.

Juventude em grande concentração, centros urbanos com fortes disparidades sociais e ainda uma época de ditadura militar. O quadro social que vivia a megalópole de São Paulo era um cenário mais que perfeito para que a cultura punk florescesse não apenas como um fenômeno local, mas como uma força que expandisse em terras brasileiras.

A partir de 1.980 jovens de São Paulo e da região do ABC paulista emergiam das periferias com o discurso afiado e forte repressão por parte das autoridades. Apesar dos conflitos os punks paulistas começaram a ganhar apoio e incentivo no meio cultural quando o SESC Pompéia organiza em 1.982 um evento verdadeiramente desafiador.

"O Começo do Fim do Mundo" foi um Festival de dois dias e um álbum de registro. Trazia vinte bandas pioneiras, as primeiras a ter acesso a gravação em estúdio. Apesar da má qualidade da gravação e a confusão quase generalizada desses dois dias, o caminho estava trilhado e não tinha volta. Os punks paulistas heroicamente chegaram pra ficar.

Atrações do dia 27/11/82

Dose Brutal



Dose Brutal - "Maldita Cidade"



Psykoze



Psykoze - "Terceira Guerra Mundial"



Ulster



Ulster - "Hipócrita"



Cólera



Cólera - "Deixe a Terra em Paz"



Neuróticos



Neuróticos - "Careca"



M-19



M-19 - "19 de Abril"



Inocentes





Inocentes - "Pânico em SP"



Juízo Final





Juízo Final - "Liberdade"



Fogo Cruzado





Fogo Cruzado - "Punk Inglês"



Desertores






Desertores - "Não Quero"




Helder Santos

Punk São Paulo - Parte 02



Atrações do dia 28/11/82


Suburbanos



Suburbanos - "Era Suburbanos"



Passeatas



Passeatas - "Direito de Protestar"



Decadência Social



Decadência Social - "Decadência Social"



Olho Seco



Olho Seco - "Nada"



Extermínio



Extermínio - "Holocausto"



Ratos do Porão



Ratos do Porão - "Parasita"



Hino Mortal



Hino Mortal - "Desequilíbrio"



Estado de Coma



Estado de Coma - "Marginal"



Lixomania



Lixomania - "Punk Rock Não Morreu"



Negligentes




Negligentes - "Herói"



Helder Santos

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Khruangbin

Khruangbin: trio americano com influências tailandesas


O trio americano Khruangbin tem se destacado no cenário independente nos últimos anos. Surgidos na cidade de Houston em 2.004 por Mark Speer ( guitarra ), até então um músico que tocava em Igrejas, se juntou aos amigos Donald Ray ( bateria ) e Laura Lee ( baixo ). Juntos desenvolveram um grande interesse pela música oriental, o que definiu o som da banda.

Laura Lee que tem descendência latina e asiática começou a aprender falar taiandês em 2.009. Nesse ano o trio já tinha uma base sólida, mas lhe faltava um nome. Laura Lee gostava muito da palavra "Khruangbin"  que significa "avião". O nome acabou servindo como uma luva para o trabalho da banda.




Após o lançamento de dois EPs, o aguardado primeiro álbum chegou em 2.015. Chamado de "The Universe Smiles Upon You" , o álbum expõe com clareza todo o apreço oriental da banda. Reconhecidos como uma banda de sons psicodélicos, fato que a banda veio a ser conhecida nos anos seguintes por meio de festivais de rock conhecidos como o Glastonbury Festival.

Apesar de que em algum momento a banda ter tido influências latinas, iranianas e mesmo indianas, seu som se caracteriza por ser um som em sua maioria instrumental que absorve a essência da música na Tailândia nos anos 70. Chamado de "funk tailandês", mostra o quanto o trabalho da banda diverge do perfil de um grupo comum de rock independente americano.


Khruangbin: "Two Fish Amd An Elephant"




"Even Finds The Third Room"





Helder Santos


segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Drummers Of Burundi

Drummers Of Burundi: o principal grupo de percussão do país



Drummers Of Burundi é o nome como ficou conhecido popularmente o grupo Royal Drummers Of Burundi. O grupo começou ainda na década de 60, tendo uma longa história em transmitir e manter uma música tradicional para as gerações que vieram em sequência. O Royal Drummers Of Burundi é um grupo que procura ser passado de pai pra filho.

Normalmente o grupo é chamado para tocar em cerimônias como nascimentos, funerais e coroações de mwami ( reis ). Sendo um grupo de percussão, os tambores utilizados são considerados sagrados. Chamados de  karyenda, simbolizam o reinado, a fertilidade e a saúde.




Os tambores são feitos de tronco oco e peles de animais. Suas apresentações evocam performances já conhecidas por séculos. Uma bateria central chamada inkiranya é puxada por outras duas, enquanto os integrantes dançam, tocam e giram sem interrupções.

Outros integrantes aparecem carregando lanças e escudos, mas como meio de ornamento. O Royal Drummers Of Burundi tornou-se bem conhecido no Ocidente tendo gravado três álbuns na década de 90 e participando de forma discreta de álbuns de artistas como Joni Mitchel e Echo & The Bunnymen.


Drummers Of Burundi




Drummers Of Burundi





Helder Santos

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Berezka

Berezka: um dos mais surpreendentes danças já vistas..


Em 1.948  uma coreógrafa russa chamada Nadezhda Nadezhdina ficou conhecida pelo país pela maneira como conduzia seus dançarinos a executarem os movimentos de dança, considerados muito inovadores para aquele período. O que mais impressionava era a inovação dentro das danças típicas russas.

Primeira diretora da companhia de dança Beryozka, venceu o prêmio Stalin de 1.950 e ousou ao experimentar colocar homens em suas apresentações a partir de 1.961. A coreógrafa faleceu em 1.979, mas levou consigo um segredo. O segredo de Berezka. Essa dança tem uma técnica de execução guardada a sete chaves mesmo nos dias de hoje.


Berezka: a dança do passo flutuante


O segredo envolvido é o chamado "passo flutuante". Sem uma explicação totalmente decifrada, convive-se com a descritiva. O "passo flutuante" consiste numa evolução das pernas onde o espectador não vê os movimentos e nem o atrito, dando a sensação de que quem se movimenta é o palco.

O "passo flutuante" se inicia após uma dança inicial circular chamada khorovod. A impressionante graça das sorridentes dançarinas e o longo vestido cobrindo os pés contrastam com o efeito deslizante da apresentação. Existe uma versão de que os integrantes da Beryozka não são autorizados a dar entrevistas por causa de cláusulas de contrato. Uma versão não confirmada.



Beryozka apresenta seu trabalho..




Berezka ( apresentação )





Helder Santos







sábado, 12 de outubro de 2019

O Hino da democracia de Hong Kong

"Gloria a Hong Kong": a voz das ruas pela democracia


Hong Kong hoje atravessa sua pior crise política desde que seu território voltou a fazer parte da China em 1.997. A insatisfação da população esse ano alcançou níveis de desequilíbrio na região. Por um desejo de autonomia e democracia, o reflexo alcançou as ruas numa manifestação ininterrupta há mais de três meses.


A intensificação dos confrontos entre manifestantes e policiais foi ganhando contornos além do esperado. Através da internet um jovem identificado apenas como Thomas teve uma ideia que fez mais do que 'viralizar" uma publicação nas redes sociais ou no canal You Tube. Fez uma música acompanhada de um vídeo.


No vídeo manifestantes tocando o Hino...


No vídeo uma orquestra aparece com rapazes vestidos de preto, capacetes e máscaras de gás tocando. Intitulada de "Glória a Hong Kong", a música surge como o hino oficial dos protestos e não oficial da almejada democracia. Em poucos dias o vídeo já tinha passado de mais de um milhão de visualizações no You Tube.


A música se tornou uma nova arma para os protestos. Com versos fortes e apaixonados, viu-se cantado por centenas e até milhares de cidadãos centrados em shopping centers, pontos turísticos e estações de metrô. Já existe uma versão em inglês e em cantonês, agradando a 71% de uma população que clama por um regime democrático.


Video de "Glory To Hong Kong"



População de Hong Kong cantando o Hino..






Helder Santos