BLK JKS: a nova face da música sul-africana
Houve um tempo na África do Sul com o fim do regime de segregação racial do chamado "Apartheid" que as manifestações culturais que vinham do País traziam a mensagem e o cartão de visitas de um País cheio de esperança onde as diferenças poderiam ser aceitas. Em termos de música, brancos e negros unidos rumo a música Pop, mas sem abandonar jamais suas raízes. Porta-vozes como Ladysmith Black Mambazo e Johnny Clegg & Savuka ganhavam as rádios européias naqueles tempos da libertação de Nelson Mandela.
Mas esses tempos se foram e pode ser assunto para outro dia. A verdade que a cara da África do Sul de hoje é outra. O País amadureceu. As diferenças que antes eram raciais hoje são econômicas. As disparidades sociais semelhantes ao Brasil e isso se refletiu no atual cenário musical de lá e um bom exemplo é a banda de rock ( isso mesmo, rock, gênero que não se fazia ) BLK JKS.
A banda formada na cidade de Joanesburgo em 2.000 é uma banda de rock alternativo que embora mescle alguns ritmos locais, prevalece o som pesado. Formada por Lindan Buthelzi ( vocal e guitarra ), Mpume Mcata ( guitarra ), Molef Makananise ( baixo ) e Tshepang Ramoba ( bateria ), o BLK JKS lançou dois EP's antes de lançar seu primeiro album em 2.009, o elogiadíssimo album After Robots. A performance da banda pôde ser conferida na abertura da Copa do Mundo no ano passado, onde impressionaram.
After Robots: estréia do BLK JKS
Apresentação do BLK JKS na abertura da Copa 2.010
Helder Santos
Nenhum comentário:
Postar um comentário