the guitar world

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sábado, 20 de dezembro de 2014

Purple Rain

"Purple Rain" de Prince: um dos melhores da história


    Em Julho de 1.984 foi lançado um filme de duração de 111 minutos pela Warner Bros que apesar de ter uma história que não agradou muito aos críticos, teve uma boa bilheteria ( em torno de 80 milhões ). O filme que conta com o cantor Prince ao lado de Apollonia Kotero podia ser de qualidade duvidosa, mas a excelência da trilha sonora garantiu a ida ao cinema e a conquista do Oscar de Melhor Canção.

    Purple Rain teve a impressionante marca de 10 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos e 20 milhões de cópias ao redor do mundo. Duas músicas "When Doves Cry" e a faixa-título "Purple Rain" chegaram ao topo das paradas, algumas importantes como a Billboard.  Curiosamente, Prince não assina a direção do filme como faria nos filmes posteriores, mas faz tudo na criação do álbum.


Prince com Apollonia: a ela sobraram críticas


    Prince compõe e faz o arranjo de todas as músicas. "Purple Rain"  vem a ser seu sexto álbum de estúdio, mas é o primeiro com o The Revolution, então sua principal banda na década .O que se viu a seguir foi uma enorme aclamação da imprensa que colocou o álbum entre os mais importantes e mais inovadores da história da música.

  "Purple Rain" ainda conquistaria dois prêmios Grammy em 1;985  por Melhor Performance e Melhor trilha sonora. Segundo a Billboard, o álbum chegou a ficar 24 semanas em primeiro lugar, no período do dia 4 de Agosto de 1.984  ao dia 18 de Janeiro de 1.985. O álbum ainda teria mais três singles. "Let's Go Crazy" , "I Would Die 4 U" e "Take Me With U".


"Purple Rain": o trailer do filme..







Helder Santos

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Tagore

Tagore: inovação na música brasileira


    Visto pelos críticos nos últimos tempos como uma tábua de salvação na música brasileira. a banda pernambucana de Recife tem em mãos ingredientes suficientes para reciclar o que há de mais tradicional na música nordestina, na MPB, assim como oferece novas formas de interpretar para o rock nacional, hoje carente de referências.

    Isso se deve muito ao músico Tagore Suassuna, parente do então escritor falecido este ano, Ariano Suassuna. Apesar de também beber da fonte regional e da forte inspiração em nomes como Alceu Valença, Tagore não fecha os olhos pro mundo. Raul Seixas, Beatles e The Doors são fortes influências.




    O ano de 2005 foi uma espécie de laboratório para Tagore, com a banda inicialmente chamada The Keiths. Após o lançamento de dois EPs, ganharam destaque como banda independente até surgir em 2010 como é hoje conhecida. Com o álbum "Aldeia", o Tagore conta em sua formação com Tagore Suassuna ( voz/violão ), João Cavalcanti ( guitarras, sintetizador, baixo ), Gustavo Perylo (bateria) e Caramurú Baumgartner ( percussão/voz ).

    Recentemente a banda lançou o álbum "Movido A Vapor", álbum que tornou a banda mais conhecida nas regiões Sul e Sudeste em uma série de shows, alguns deles com a cantora Céu. A faixa "Ilhas Cayman" surge como um possível single.


Tagore canta "Carcará"


Helder Santos

sábado, 8 de novembro de 2014

Africa Stop Ebola

Artistas de diversos países formam o projeto "Africa Stop Ebola"


    Segundo dados atualizados, a epidemia de ebola infectou 10.000 pessoas na África, sendo que 5.000 vieram a falecer em curto espaço de tempo. A epidemia continua se alastrando, começando a atingir países fora do continente africano. O melhor remédio ainda tem sido a informação e os esforços não tem se economizado, inclusive no mundo da música.

    Artistas de diversos países como Guiné, Senegal, Mali, Gambia e Costa do Marfim uniram suas vozes para o projeto Africa Stop Ebola. Artistas como Amadou & Miriam, Salif Keita, Oumou Sangaré, Kandia Kouyaté ( Mali ), Mory Kante, Sia Tolno ( Guiné ), Tiken Jah Fakoly ( Costa do Marfim ), Barbara Kanom ( Congo ) e Didier Awadi ( Senegal ) cantam juntos ao refrão "Ebola/Inimigo Invisível".





"Africa Stop Ebola": o vídeo


Helder Santos
 

sábado, 25 de outubro de 2014

Ruca


    Boa surpresa no cenário musical independente desse ano, Ruca Souza ou simplesmente Ruca não é exatamente uma novidade. A cantora natural de Itajaí, no Estado de Santa Catarina já tinha seu trabalho conhecido quando fazia os vocais da banda Café Brasilis entre os anos de 2009 e 2.013. Com a banda chegou a lançar um CD e dois EPs, mas por divergências de estilo, a banda deixou de existir e Ruca partiu para carreira solo.



    Deixando de lado as influências da MPB de sua antiga banda, Ruca faz um trabalho voltado mais para o rock como prova seu álbum de batismo lançado há pouco mais de um mês chamado Marte. A faixa-título é o single do álbum, ganhou um vídeo e agora a cantora se empenha em seu trabalho de divulgação.


Ruca canta "Marte": boa aposta do rock nacional


Helder Santos
 

sábado, 30 de agosto de 2014

O Rap contra o ebola

"Ebola In Town": single de orientação sobre a doença

    A cerca de pouco mais de dois meses o continente africano vem sendo assolado por uma epidemia de ebola, cuja doença se trata de um vírus fatal capaz de fazer vítimas em poucos dias. O contato se deve a contato físico e trocas de fluidos corporais com o infectado. O centro do surto na África ocidental se espalha em países como Libéria, Guiné e Serra Leoa.

    Com o registro de 258 casos até então, foram 188 óbitos. Com uma proporção de dois médicos para cem mil pessoas, o maior esforço vem sendo o da informação. Com o apoio do Ministério da Saúde da Libéria em conjunto com a UNICEF, músicos liberianos através do rap expressam todo esse quadro em tom de protesto, indignação, mas acima de tudo de orientação.

    Foi o que fizeram os rappers D-12, Shadow e Kuzzy Of 2 Kings ao lançarem a música "Ebola In Town". Certos de que a música conquiste as pistas de dança dos países do ocidente, o objetivo é levar informação e captar recursos. O refrão da música deixa claro, "Não toque seu amigo". Recado que tem sido recebido sob controvérsias.




"Ebola In Town"

Helder Santos


sábado, 23 de agosto de 2014

Detrito Federal

Detrito Federal: o outro lado do rock de Brasília

    Com o início da propaganda eleitoral na televisão, aproxima-se de fato mais uma eleição brasileira e em mais uma eleição não muda-se muito os temas. Segurança, emprego, corrupção e outros assuntos continuam sendo vozes destinadas rumo a Brasília, a capital nacional.

    Brasília como importante cenário da história do rock brasileiro foi berço de várias bandas bem sucedidas comercialmente e outras nem tanto, mas que deram seu recado, como é o caso da banda de punk rock Detrito Federal.

    Originalmente a banda foi formada por Paulo César Cascão e Alex Podrão em 1.983. Em 1.985 a banda começa a ser conhecida depois de lançada numa coletânea chamada "Rumores" que trazia ainda várias outras bandas do cenário da época. Em um pouco mais de um ano lançaram o álbum "Vítimas do Milagre", bem sucedido a ponto da banda ganhar espaço na televisão em espaços tão ímpares a sua proposta como Xuxa e Clube do Bolinha.


"Vítimas do Milagre": primeiro álbum e capa polêmica


    Com 40 mil cópias vendidas parecia uma banda rumo ao estrelato, mas os anos que se sucederam e mudanças de formação (entre elas a passagem de uma futura cantora famosa Syang), a banda entrou em um hiato em 1998.

    Em 2.001 a banda ressurge com a mesma formação para algumas apresentações e a produção de um EP "Guerra, Guerrilha, Revolução" com quatro músicas. O último trabalho foi 1.983, álbum que tratava sobre as origens da banda. Atualmente, a banda estuda a possibilidade de um retorno com material novo.


Detrito Federal toca "O Vírus do Ipiranga"



Helder Santos

domingo, 27 de julho de 2014

Vange Leonel & Nau

Vange Leonel (abaixo):importante cantora do cenário pós-punk brasileiro

    No último dia 14 de Julho faleceu a cantora Vange Leonel em decorrência de um câncer no ovário aos 51 anos. Paulistana, a cantora também era jornalista, romancista, dramaturga e ativista LGBT. Porém seu começo foi já no distante ano de 1.983 quando apareceu para a música como vocalista da banda Nau.

   Nau foi uma banda pós-punk de São Paulo descoberta na compilação "Localidade: Não São Paulo, vol. 2" lançado pelo selo Baratos Afins (1987). Sua formação ainda trazia Beto birger (baixo), Zique (guitarra) e Mauro Sanches (bateria). No mesmo ano lançaram o álbum Nau pela gravadora CBS, na época um sucesso de crítica, mas dois anos depois a banda se desfez.


Nau - "Sonhos"


   Mas Vange Leonel voltaria a cena musical com dois álbuns solo nos anos 90. O primeiro em 1.991 sob o título de Vange lançado pela Sony teve um bom sucesso comercial dando o maior hit da carreira da cantora, a música "Noite Preta" que fez parte da trilha sonora da novela Vamp. O sucesso rendeu um segundo álbum Vermelho (1996) pelo selo independente Medusa Records. Sem o empurrão de uma grande gravadora, as vendagens não vingaram. 

    A partir de então Vange Leonel passou a militar como ativista LGBT lançando cinco livros, escrevia para colunas para a imprensa e também peças de teatro.


Vange Leonel e o hit "Noite Preta"




Helder Santos