the guitar world

the guitar world

sábado, 18 de junho de 2016

Tarado Ni Você

Tarado Ni Você: bloco de Carnaval inspirado em Caetano Veloso


    Se "Sampa" é uma música imortalizada pelo cantor Caetano Veloso e por décadas ganhou o carinho dos brasileiros, especialmente dos paulistanos, um dia esse carinho seria retribuído de alguma forma por esses milhões de habitantes da megalópole. E foi através do Carnaval que essa homenagem ganhou força com o bloco de rua Tarado Ni Você.

    O Tarado Ni Você surgiu em 2.013 quando o fotógrafo Thiago Borda quis prestar uma grande homenagem a Caetano Veloso depois de conhecer o blocos de rua do Carnaval do Rio de Janeiro. O projeto levou pouco mais de dois anos para se desenvolver, sendo possível apenas quando os amigos Raphaela Barcala e Rodrigo Guima passaram a colaborar.


Caetano Veloso e a música que inspirou o Bloco




    O nome do Bloco foi inspirado numa música de Caetano Veloso do álbum Zil e Zie lançado em 2.009. Normalmente a preparação para o Carnaval começa em outubro chegando a fazer ensaios abertos ao público. O Bloco tem programado sua folia sempre no Centro de São Paulo, nas esquinas da Avenida Ipiranga com a Avenida São João. Mais "Sampa" e mais Caetano, impossível.




Bloco Tarado Ni Você




Helder Santos

sábado, 11 de junho de 2016

Gooks

Gooks.no caminho de seus ídolos


     O ano era 2.001. Cinco amigos com gosto musical semelhante se unem para formar uma banda. Influenciados pela música punk e todo cenário musical do fim dos anos 70 e começo dos 80. Iggy Pop & The Stooges, Kinks, Ramones e Joy Division eram referências diretas e parte indispensável do set list.

    Formado por Joab Dantas ( vocal ), Ricardo Grandino e Orlando Ferreira ( guitarras ), Diego Zubrycky ( baixo ) e Edson Rosa ( bateria ), o Gooks chegou a gravar um CD demo que continha nove músicas, sendo que oito são de autoria da banda. As letras foram escritas pelo vocalista. Canais e redes sociais como My Space e Orkut foram as fontes de divulgação mais importantes para a banda.


A formação do Gooks com Joab Dantas ( camisa preta )


    Tudo caminhava bem para a banda paulista que cantava somente em inglês. Só que a mente do vocalista Joab Dantas não focava somente a música. Era considerado um leitor voraz de autores como Bukowski  e Nietzche, ainda como sendo um escritor compulsivo. As comparações a Ian Curtis, vocalista do Joy Division aumentavam e isso o envaidecia muito.

    Em março de 2011 Joab Dantas veio a falecer. Após um longo tempo sendo consumido pelo alcoolismo, faleceu de cirrose depois de passar períodos de sumiços e de rejeição a tratamentos. O Gooks permaneceu ativo depois para uma série de eventos em tributo. Essa reunião motivou a banda a seguir em frente, mantendo o repertório que deu a Joab Dantas proximidade a seus ídolos.


Gooks - "Full Time Job"


Joab Dantas ( 1.969 - 2.011 )



Helder Santos

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Coletivo Estopô Balaio

Coletivo Estopô Balaio: a voz dos bairros da Zona Leste de SP


    Coletivo Estopô Balaio é um grupo de teatro da cidade de São Paulo e que existe a pouco mais de cinco anos. Suas apresentações costumam ser ao mesmo tempo musicais, visuais e performáticas. Fundado no bairro periférico de Jardim Romano, Zona Leste, o grupo existe para ser a voz em forma de arte para as dificuldades enfrentadas no cotidiano pela comunidade.

    Foram responsáveis por três espetáculos. O primeiro "Daqui a pouco o peixe pula" foi feito em 2.012. Em 2.013 veio "O que sobrou do Rio" e no ano seguinte veio "A cidade dos rios invisíveis", tido como o espetáculo mais importante por eles produzido. Percorrendo uma grande distância de itinerário de trem, contava com 30 pessoas.


A apresentação interage com os passageiros do trem

    Além dos espetáculos, ações culturais também foram feitas no Jardim Romano. São quatro e a primeira é o Sarau do Peixe que acontece todo penúltimo sábado do mês, abrindo espaço para declamação de poesias e homenageando poetas locais. O segundo é o Cabaret D'água que procura ter uma abordagem mais próxima ao público LGBT.

    O terceiro é o Cine Varal Romano que é semanal. Toda quinta-feira passa um filme gratuito na sede do grupo. Normalmente são filmes que tratam da relação da juventude com a periferia. Já o quarto são os Ateliês de Criação que trata do teatro, vídeo e desenho. Recentemente o Coletivo Estopô Balaio esteve empenhado na produção de um documentário.


"A cidade dos rios invisíveis"





Helder Santos

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Romeu e Julieta

Donna Summer e Robin Gibb

    Ela nasceu dia 31 de dezembro. Ele no dia 22 de dezembro. Ela um pouco mais velha, nascida em 1.948. Ele em 1.949. Ela veio a falecer no dia 17 de maio de 2.012. Ele faleceu no dia 20 de maio de 2.012, apenas três dias depois. Ela veio a ser simplesmente a rainha da Disco Music. Ele encontrou seu auge ao lado dos irmãos na Disco Music.

    Será que é possível existir algo que aproxime ainda mais Donna Summer e Robin Gibb? É possível sim. Dois singles chamam a atenção como um conto de fadas da música Pop. A música Romeo de Donna Summer e Juliet de Robin Gibb. Duas músicas de grande sucesso que embalaram o ano de 1.983.

Romeo


O single ficou fora do álbum "She Works Hard For The Money" mas fez parte como a sétima faixa da trilha sonora de Flashdance lançado no mês de abril de 1.983.




Juliet



Juliet foi o primeiro single do seu segundo álbum solo chamado How Old Are You? que chegou na primeira posição das paradas de três Países. Itália, Alemanha e Suiça. Foi lançado em maio de 1.983




Helder Santos


segunda-feira, 9 de maio de 2016

A primeira DJ do Brasil

Sonia Abreu: a primeira mulher DJ no Brasil


    Durante os anos de 1.968 a 1.978 Sonia Abreu foi produtora musical da rádio Excelsior / Globo e também na gravadora da emissora Som Livre. Ao produzir algumas coletâneas de Hits como Papagaio Disco Club passou a ser chamada para animar festas da Discoteca na casa homônima do empresário Ricardo Amaral.

    Esses seriam os primeiros passos de Sonia Abreu como DJ. Numa época em que não era comum a presença de mulheres nas mesas de som, ela começou a escrever uma coluna para a revista Pop. Ser uma pessoa com muito mais acesso as novidades do mundo da música que as outras da época a levou a novos desafios.


Sonia Abreu nos anos 70


    Ondas Tropicais

    Nos anos 80 Sonia Abreu teve a ideia de levar a música para as pessoas através de uma kombi aparelhada com um sistema de som. A kombi transitava por diferentes pontos da cidade de São Paulo e o "Mix" musical contava desde com a música Discoreggae e a MPB da fase da Tropicália. Essa salada musical acabou sendo um projeto que marcaria em definitivo sua trajetória. Ondas Tropicais.

    Ávida por novidades musicais de diferentes culturas, houve certo momentos dos anos 80 que a música africana  e de outros lugares deram origem ao hoje conhecido  rótulo da World Music. Sonia Abreu foi mais uma vez pioneira, sendo a primeira a divulgar através do seu programa Ondas Tropicais - O Som do Quarto Mundo pelas rádios 89 FM e Brasil 2000 FM nos anos de 1.980 a 1.998


A rádio móvel de Sonia Abreu nos anos 80


    Ainda nos anos 90 Sonia Abreu  embarcava para mais um projeto. Lideraria uma banda experimental chamada Banda do Quarto Mundo, um projeto com 22 integrantes que rendeu um CD pelo selo Eldorado. Seus shows contaram com a presença de artistas como Jimmy Cliff, Yellow Man e Margareth Menezes.

   Exercendo a função de DJ até hoje Sonia Abreu costuma agitar festas e baladas em eventos ou pra famosos. Dançando conforme a música ela garante não ter preconceitos com o cenário musical dos dias de hoje e toca de tudo. Desde sertanejo  até o  funk


Entrevista com Sonia Abreu



    

Helder Santos

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Inna Modja

Inna Modja: surpresa Pop

    O nome de Inna Modja tem sido cada vez mais comum nas pistas de dança, principalmente na Europa. Não chamaria muita atenção, ainda mais em se tratando de música Pop e música eletrônica a não ser pelo simples fato de que sua música tem muito mais a oferecer do que música dançante. Seu sucesso foi consolidado na França, País multicultural no mundo da música.

    Inna Bocoum, seu nome de batismo, nasceu em Bamako no Mali. Sexta filha de sete irmãos, sua mãe a apelidou de  "Modja" que significa "má" ou "levada". Cresceu ouvindo Ray Charles, Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan. Esses músicos a viriam influenciá-la no futuro, mas seu início musical  foi como integrante da banda de Salif Keita, um dos músicos mais famosos de Mali.




    Essa experiência a fez aproximar mais da música Disco, do Pop e do Soul. Em 2.009 Inna Modja se apresenta no programa Fête De La Musique da TV francesa pelo canal France 2. A apresentação foi de fato seu início como cantora. Um single "Mister H" a levou a gravar seu primeiro álbum  "Everyday Is A New World"

    O segundo intitulado "Love Revolution" viria em 2.011 e o single "La Fille Du Lido" conquistou a quarta posição das paradas francesas. O ano de 2.015 fez Inna Modja ser mais conhecida fora da França com seu terceiro álbum "Motel Bamako", incluindo uma versão de "I Want Your Sex" de George Michael. Apesar de Pop, Inna Modja costuma abordar assuntos polêmicos em suas músicas como violência a mulher e desigualdade social.




Inna Modja - "Water"




Helder Santos

sábado, 16 de abril de 2016

Violeta de Outono

Violeta de Outono: Mais de 20 anos de múltiplas sonorizações


    No ano de 1.981, Fábio Golfetti, até então um guitarrista com certo contato com o circuito musical mais alternativo, tocava em uma banda chamada Lux que existiu até março de 82, fazendo Jazz experimental. A continuidade veio a seguir com o AMT-1 que teve curta duração, mas também tocava  Jazz  e durou até 83. Fabio Golfetti não ficaria parado e logo sairia para um novo projeto, o grupo Ultimato.

    Banda com forte influência de movimentos dos anos 80 como a New Wave e o Pós-Punk, lá conheceu o baterista Claudio Souza. A parceria dos dois músicos voltaria na banda New Romantic Zero, onde chegaram a gravar o single "Heróis". Experimentalista, Fábio Golfetti logo procurou por sonoridades mais psicodélicas com forte influência dos Beatles, Pink Floyd e até grupos mais novos como Echo & The Bunnymen. Nascia o Violeta de Outono.


Violeta de Outono: álbum homônimo, o mais bem sucedido da banda


    Com a chegada do baixista Angelo Pastorello a banda gravou uma fita que foi enviada para a Wop Bop, uma loja de discos que também tinha uma gravadora, a Wop Bop Records. Lá gravaram um EP de três músicas chamado Reflexos da Noite. Com o sucesso de uma música chamada "Outono", a banda assinou com a RCA, uma gravadora disposta a divulgar as novidades da época. A música chamou a atenção da Rede Globo que a queria incluir em uma novela.

    A RCA ficou eufórica com a possibilidade de ver o Violeta de Outono conquistar uma grande mídia, mas por princípios a proposta da banda, o convite foi recusado. Como consequência. partiram para o segundo álbum "Em Toda Parte", um álbum considerado irregular que vendeu 15 mil cópias, menos que os 25 mil vendidos do álbum de estréia.


Violeta de Outono toca "Outono" em 87 na Band


    A partir desse trabalho o som da banda começou a ficar mais influenciada pelo rock progressivo. Em 1.990 Claudio Souza sai da banda e a década fica marcada por alguns hiatos, algumas novas formações e outro projetos de Fábio Golfetti aconteciam, mas o mesmo sucesso dos anos 80 não se repetia. Mesmo assim  em 99 foi lançado o álbum "Mulher na Montanha".

    Os anos 2.000 ficaram marcados na história da banda mais pelas novas formas de se divulgar, principalmente em formato DVD. Trabalhos ao vivo como "Violeta de Outono & Orquestra" de 2.006, o primeiro de quatro, foram lançados sendo o mais recente "Live At Rio Artrock Festival 97" de 2015. A formação atual da banda além de contar com Fábio Golfetti no vocais e guitarra tem Gabriel Costa no baixo, Fernando Cardoso no teclado e José Luiz Dinola na bateria. Em 2012 foi lançado o último álbum de estúdio "Espectro".


"Espectro": sexto álbum de estúdio da banda


Violeta de Outono: formação atual


"Tomorrow Never Knows": cover dos Beatles com orquestra


Paulo Golfetti: guitarrista, cantor, compositor e produtor


Helder Santos