the guitar world

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sábado, 3 de junho de 2017

Pina Varinawa

O pajé Pina Varinawa


A tribo dos índios Katukinas  fica localizada na região do Rio Jutaí no sudoeste amazônico  abrangendo também o Estado do Acre. Dividida em dois grupos, o segundo vive as margens do Rio Elvira. Os Katukinas da região do Acre tiveram maior influência do "homem branco", na verdade seringueiros que foram determinantes na denominação  dos clãs indígenas.

O clã Varinawa conhecido também como o Povo do Sol é habitada por 89 pessoas, a maioria de jovens e crianças. Certamente esse deve ter sido um dos motivos a que levou o pajé da tribo  Pina Varinawa a se expressar através da música. Com a ajuda de uma documentarista chamada Nicole Allgranti procurou um meio de fazer esse registro. Conseguiu bem mais que isso.




Com uma música de sua autoria "Jibóia Encantada", o objetivo era lançá-la como single. Apresentado a gravadora Biscoito Fino não apenas o single foi gravado como também gravado em formato digital. Pina Varinawa encantou a ttodos na gravadora com sua riqueza cultural. A música "Jibóia Encantada" ainda é impulsionada por um videoclipe.

A gravadora ainda deu o aval para que a documentarista assinasse a direção do vídeo. Com o sucesso da música nas plataformas digitais e a repercussão por redes sociais como o FacebookPina Varinawa tem sido convidado para eventos e palestras em escolas agrícolas e universidades. Recentemente mostrou nova canção em homenagem ao pai Teka Katukina falecido em 2.008.


Pina Varinawa - "Jibóia Encantada"





Helder Santos


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Mucho! Festival



No dia 07 desse mês o Brasil acolheu sua primeira edição de um novo evento. Trata-se do Mucho! Festival, um festival anual que reúne artistas da América Latina para uma série de apresentações. A idéia não é apenas mostrar o lado cultural e tradicional, mas também sua faceta mais moderna e contemporânea. Por isso mesmo, a cidade escolhida para o dia foi a cidade de São Paulo  no Audio Club SP.


Com o preço do ingresso custando R$80,00, um preço que foi considerado acesssível pelo nível das atrações, o palco localizado no bairro da Água Branca recebeu cinco nomes latino-americanos que se encontram em evidência no exterior. Com capacidade para 3.000 pessoas a cada intervalo de show DJs aproveitavam pra mostrar toda a variedade da música latina.


Cartaz promocional do Mucho! Festival


A primeira apresentação foi da banda Romperayo da Colômbia, trazendo sua mistura de cúmbia e sintetizadores. Em seguida entra Gaby Moreno da Guatemala  com seu folk e pop, mostrando porque de todos é quem está mais em ascensão. A banda brasileira Francisco El Hombre, terceira atração, chegou mostrando toda sua evidente inspiração latino-americana.


 Em seguida vieram os uruguaios do No Te Va Gustar, banda com bastante presença em festivais latinos. Pra fechar a noite, o argentino com cidadania norte-americana Kevin Johansen tocando com sua banda The Nada. Figura já mais conhecida dos palcos brasileiros, encerrou sua participação num dueto com Gaby Moreno e uma apresentação a parte do The Nada.


Mucho! Festival 2017





Helder Santos

terça-feira, 9 de maio de 2017

Far From Alaska

Far From Alaska: distante do Alasca, mas só na origem


Era uma vez numa terra muito, mas muito distante do Alasca, cinco jovens  que viviam sob o céu escaldante de um Brasil tropical queriam alçar vôos maiores em suas vidas. Conhecer novos lugares,  atravessar fronteiras e sair da quente cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Esses jovens se unram no ano de 2.012 e resolveram montar uma banda de rock. Nascia o Far From Alaska.

O nome da banda foi escolhido por acaso pela mãe da vocalista Emmily Barreto e a escolha do nome ser em inglês se justifica pelo fato da banda ter preferência de fazer suas composições em inglês. Além de Emmily a banda é formada por Cris Botarelli ( teclado e vocal ), Rafael Brasil ( guitarra ), Edu Figueira ( baixo ) e Lauro Kirsch ( bateria ).




O batismo da banda veio ainda em 2012 com o lançamento de um EP de quatro faixas chamado "Stereochrome". Já o primeiro álbum chegou em 2.014 contedo as quatro faixas . Chamado de "ModeHuman", ganhou um single e um vídeoclipe para a faixa "Dino Vs. Dino". Apesar de toda a produção ter sida em Natal, a banda  se muda para São Paulo para ampliar seus horizontes.

Festivais de rock foram vitrines determinantes para firmar a banda. Planeta Terra Festival de 2.012 aproximou a banda de Shirley Manson do Garbage que os chamou para abrir a parte brasileira da turnê pela América Latina no ano passado. Também tocaram no Lollapalooza de 2.014. Atualmente estão em estúdio gravando o segundo álbum que já tem nome. "Unlikely".


Far From Alaska - "Dino Vs. Dino"





Helder Santos

sábado, 22 de abril de 2017

The Black Madonna

The Black Madonna: a atual DJ número 1 do mundo


Quando se fala em Madonna e em música logo lembramos da cantora Pop, certo? Se fosse uma pesquisa "Top Of Mind" a resposta seria óbvia. Mas não é esse o caso. Também loira e também amerricana, The Black Madonna é o nome artístico da DJ Marea Stamper. Natural da cidade de Chicago, música eletônica e a personalidade forte são outros pontos em comum com sua xará mais  famosa.

Mas as semelhanças param por aí. Marea Satamper pode ser chamada de veterana, apesar de todo o sucesso recente. Sua reputação foi conquistada após animar festas rave por vários páises. Ano passado foi eleita por algumas revistas especializadas como a melhor DJ do mundo. Com esse status The Black Madonna tornou-se a bola da vez em matéria de Dance Music.


The Black Madonna e o single "We Still Believe"


Em 2.013 foi lançado seu primeiro e ainda único álbum chamado "Lady Of Sorrows". Nela tem os Hits que a fizeram conhecida  como "A Jealous Heart Never Rests" e "We Still Believe". Resultado demorado até para quem começou desde os catorze anos a participar de eventos sempre apoiada pelos pais. A presença de uma orquestra na gravação foi o diferencial no resultado final.

The Black Madonna é nome confirmado para o Rock In Rio 2017 onde terá a responsabilidade de encerrar os shows do dia 15 de setembro no palco eletrônico. Nomes bem mais famosos virão antes dela como Ivete Sangalo, Pet Shop Boys e Lady Gaga. Parece ser uma tarefa complicada fechar para nomes tão experientes e de espetáculo certo. É esperar pra ver.


The Black Madonna - "Stay"





Helder Santos



sábado, 15 de abril de 2017

Black Future

Black Future: a mais experimentalista banda brasileira dos anos 80


A imagem que era divulgada do Rio de Janeiro nos anos 80 era um pouco diferente dos dias de hoje. Era mais parecida com o Rio de Janeiro das telenovelas, da praia, do Carnaval da música Pop de um Lulu Santos e Marina. Da poesia de Cazuza ou de musas como Monique Evans. Era o Rio de Janeiro do cartão posttal. No entanto existia um Rio de Janeiro "varrido pra debaixo do tapete", um Rio de Janeiro de subúrbio que atravessava uma forte efervescência cultural que incomodava e precisava não ser visto.

Um grupo que soube traduzir perfeitamente esse cenário foi o Black Future, um grupo de vida curta, mas bastou para fazer história. Fundada em 1.984 por Lui ( que seria inspiração para o primeiro álbum dos Paralamas do Sucesso "Passo do Lui" ), Márcio "Satanésio" Bandeira ( vocal e percussão ) e Tantão ( teclados e violino ). Pra completar tinham Edinho na guitarra e Olmar no baixo.  Em 1.988 viriam a lançar seu primeiro e único LP "Eu Sou O Rio"


Black Future e seu único LP: recheado de convidados especiais


A sonoridade do álbum é algo que surpreende mesmo nos dias de hoje. Samba, hip-hop, tecnopop, punk e rock industrial são ingredientes de canções carregadas de poesia marginal mais declamadas que cantadas. Abordando temas que tratam do cotidiano de bairros como a Lapa, lugares como Galeria Alaska e nítidas referências que vão desde Cartola até bandas como The Cure e P.I.L. Toda essa transgressão musical atraiiu muitos roqueiros em evidência na época a colaborar na produção.

Uma boa gravadora ( BMG ) e o selo Plug impulsionaram o lançamento, motivado pelas participações de nomes como Edgar Escandurra ( Ira! ), Paulo Miklos ( Titãs ), Edu K ( De Falla ) e Alex Antunes ( Akira S & As Garotas Que Erraram ). Apesar do registro a gravadora não demonstrou interesse em divulgar o trabalho e a banda pareceu ter esgotado todo seu potencial criativo com suas composições. A verdade que o universo do Black Future contribuiu para a elaboração do álbum mais experimentalista e obscuro do rock nacional na década de 80.



Black Future - "Reflexão"


Tantão e o Black Future



Helder Santos

sexta-feira, 24 de março de 2017

Julia Smith

Julia Smith: um agradável Pop / Rock


Julia Smith é mais um exemplo de talento precoce, da menina ainda antes dos oito anos que se interessa pela música e aprende a tocar violão. Em seu caso, o violino veio antes, mas o violão que a fez se interessar por rock e a fazer suas próprias músicas. Capixaba de nascença, mas paulista na vida adulta, sua qualidade como guitarrista a definiu como artista.


Com claras influências de nomes como Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan é mais nítida a influência de Vaughan em seu trabalho. Não soa como os dois, ela tem um estilo bastante limpo. Maior parte uma música Pop acessível, mas não perde a qualidade. Para acompanhá-la e criar uma identidade costuma tocar com uma guitarra Fender Jaguar não miito fácil de ser encontrada no mercado.


O primeiro álbum de Julia: "Sem Me Preocupar"


O ano de 2.016 foi o ano de sua afirmação artística. Acompanhada de  Ana Karina Sebastião ( baixo ) e Bartho Black ( bateria ) lançou seu primeiro álbum chamado "Sem Me Preocupar". São sete músicas e uma ( "Sorte" ) com grande potencial para se tornar um Hit graças ao seu balanço groove. A faixa "Realize" também chama a atenção por ser cantada em inglês.

Como a maioria dos artistas novos, o uso das redes sociais tem sido essencial para sua divulgação. No Instagram sua página é https://instagram.com/juliasmithoficial e no Facebook ela pode ser vista na página https//br.facebook.com/juliasmithoficial.





Julia Smith - "Bom Motivo"





Helder Santos

sábado, 18 de março de 2017

Lucy Alves

Lucy Alves: revelação brasileira dos palcos e das telas


O ano de 2.016 foi um ano de consagração para a paraibana nascida na capital João Pessoa. Quem apostava que fosse somente mais um rosto bonito vindo de um reality show precisou rever seus conceitos. Lucy Alves mostrou ser uma moça de talento múltiplo. Cantora, compositora, multi-instrumentista e atriz. Uma carreira de muito sucesso nos dois últimos anos, mas que começou muito cedo.

Iniciara a carreira com apenas quatro anos no Projeto Formiguinhas e depois passou a ser violinista da Orquestra Infantil da Paraíba. Se graduou em música na Universidade Federal da Paraíba ( UFPB ).. Em 2.002 ela integra o grupo Clã Brasil, grupo que conta com três irmãs suas e mais seus pais. Sua experiência no grupo foi importante pra definir sua música e repertório. A música tradicional nordestina dos cantores nordestinos da MPB foi o norte que levou ao reconhecimento.


Lucy Alves ( com a sanfona ) e suas irmãs: o Clã Brasil


Com o Clã Brasil lançou seis álbuns entre os anos de 2.002 e 2.009. Nome já conhecido por músicos como Sivuca e Dominguinhos, passa a integrar a banda de Alceu Valença. Toda essa projeção levou a ser homenageada pela Prefeitura de João Pessoa em 2.014.. No ano seguinte ressurge e surge na grande mídia. Destaque do programa The Voice Brasil  da Rede Globo chegou a ser finalista. Não levou, mas não fez diferença. Caiu nas graças da emissora, o que lhe valeu um contrato como atriz  e como cantora da gravadora Warner.


Sem dúvida sua atuação com a personagem Luiza pela novela Velho Chico tornou seu rosto e seu trabalho conhecidos em todo Brasil, chegando a ganhar dois prêmios de Melhor Atriz Revelação no mesmo ano. Lucy Alves ainda foi indicada ao prêmio de Melhor Música Regional pelo Grammy Latino. Sua carreira solo já produziu dois álbuns. Nome que tem sido muito visado nos meios de comunicação, ela tem chamado mais atenção que sua música. Que prevaleça o equilíbrio.


Lucy Alves ao vivo


Lucy Alves - "Que Nem Jiló"





Helder Santos