Grande parte dos artistas de ruas ou de artistas que experimentam as ruas buscam não apenas mostrar seu talentos como usar as ruas como termômetro para seu desempenho e evolução artística. É o caso da cantora Julie Sensacional, cantora de rua que tem sido cada dia mais conhecida através das redes sociais e por seu nome artístico fácil de gravar e de cair no gosto popular.
Julie Sensacional tem um perfil pouco comum a artistas de rua. Pegou gosto pela música aos sete anos quando ganhou seu primeiro violão. Filha de um pai compositor e produtor musical, encontrou incentivo a seguir adiante. Chegou a cursar o curso de Publicidade e Propaganda antes de se iniciar nas ruas, no começo em dupla. Esse início logo chamou atenção da mídia, mas logo a dupla se desfez.
Em 2.018 teve a oportunidade de ir a Europa e conheceu as ruas de Milão, na Itália. Suas apresentações chamaram a atenção de uma produtora da qual assinou contrato no ano de 2.019. Obrigações contratuais a fizeram recuar, preferindo ser independente. Morando então em Miami, nos Estados Unidos, ela se estabeleceu não apenas como cantora local, como obteve permissão para tocar em qualquer parte do território americano.
De lá pra cá estabeleceu-se como artista em plataformas digitais como Spotfy, Amazon e You Tube, lançando covers e composições próprias. Enquanto vai adquirindo material para gravar um álbum e conquistar a fama conquistando cada dia mais seguidores, ela retorna ao Brasil, onde costuma se apresentar na cidade de São Paulo, mais precisamente na Avenida Paulista. Uma concorrida, mas ótima vitrine para mostrar sua voz e sua performance.
Há exatamente um mês Israel sofria ataques de um grupo terrorista que fez cerca de mais de 200 reféns. A resposta veio de forma militar e incessante, atingindo toda a Faixa de Gaza,, onde estaria o núcleo terrorista. Como resultado, mais de 10 mil mortos, sendo que a maioria de palestinos civis. Mulheres, idosos e crianças. Essa é a realidade, da suspeita diária de um ataque que veio a educação do jovem e maduro rapper palestino MC Abdul.
O jovem de apenas 15 anos fez da dor palestina sua voz para expressar sua indignação com o sofrimento de seu povo. Ficou conhecido ao se apresentar ano passado na Copa do Mundo de Futebol no Catar, em Doha. Com o sucesso do seu primeiro single"Cleainin Out My Closet", regravação do sucesso gravado pelo rapper americano Eminen.
O sucesso do single fez MC Abdul se mudar para os Estados Unidos onde encontrou portas abertas na gravadora Empire do empresário e produtor palestino-americano Ghazi Shami. Baseado em conflitos ocorridos em Gaza em 2.021, não tardou para que novo single fosse lançado e tivesse o mesmo impacto. "Shouting At The Wall". No mesmo ano Abdulrahman Al-Shanti, seu verdadeiro nome, deu mais um passo.
Uma parceria com o músico palestino Tamer Nafar na música "The Beat Never Goes Off", canção bastante popular daquele ano. MC Abdul admite que perdeu muitos amigos e familiares nos últimos anos em razões de conflitos e por isso mesmo deseja que sua música fuja do idealismo político e traga mensagens de paz e esperança sobretudo ao povo palestino. MC Abdul fez suas primeiras rimas aos cinco anos de idade.
Sophie Burrell: nova estrela musical das redes sociais
Normalmente as redes sociais tem sido ferramentas de divulgação para centenas de milhares de pessoas que buscam qualquer tipo de visibilidade não importando bem os meios e modos de conseguir. Ou há quem o faça para ser só um ponto de partida para trazer de fato sua proposta. Esse é um caso que serve perfeitamente a jovem guitarrista inglesa Sophie Burrell, rosto que vem se tornando cada dia mais comum nas mídias sociais.
Com apenas 23 anos, Sophie Burrell sempre esteve inclinada a música desde os 5 anos de idade. As qualidades técnicas como guitarrista ficaram evidentes quando em 2.015 ingressou na Academia Moderna de Boubermouth onde ganhou o prêmio de melhor guitarrista do ano. Nos três anos seguintes dava aulas de violão e guitarra quando assina com uma gravadora, a Record Labels, 3 MS.
A maior motivação para ser uma guitarrista veio do filme "School Of Rock". Quando abriu uma conta no Instagram seus vídeos de covers de sucessos do hard rock e do heavy metal viralizavam sucessivamente. Adquirindo cada vez mais seguidores a partir de 2.021 começa a aparecer em outras redes como o Tik Tok onde obteve a expressiva quantia de 500 mil seguidores. Seu canal no You Tube hoje registra mais de 550 mil inscritos e 32 milhões de visualizações.
Sob o patrocínio da empresa Paul Reed Smith Guitars, seu canal virou fonte de divulgação e merchandising para marcas de guitarras e acessórios.Do ano passado pra cá Sophie Burrell passou aos poucos a mostrar sua própria música quando lançou o single "Tranquillity". Para esse ano montou uma banda, a fim de produzir material para um primeiro álbum. A banda se chama BXRRELL e no momento estão trabalhando já no seu terceiro single chamado "UFO".
A cada ano sempre surge uma leva de artistas promissores que ficam a margem do sucesso mainstream e o undeground. Na MPB não é diferente embora tenha abraçado modismos que pouco tem haver nos últimos tempos. No entanto há quem se encaixe na música popular brasileira e a modernidade. É o caso de Filipe Catto. Natural de Lajeado, Rio Grande do Sul, Filipe Catto é uma artista trans não binária.
Desde a infância tinha a tendência de seguir a carreira artística. Crescendo na capital Porto Alegre, cantando em bailes e festas sob orientação de seu pai. Passou a cantar rock na adolescência quando em 2.006 procurou se profissionalizar buscando a internet.. Em 2;008 viu a oportunidade se abrir ao participar do espetáculo "Ouro e Pétala" sob a direção do diretor João Pedro Madureira.
O lançamento das músicas do espetáculo pela internet resultou no EP"Saga"marcando sua estreia. A música título ganhou espaço numa novela televisiva chamada Cordel Encantado e a boa aceitação resultou no álbum "Fôlego" de 2.011. A gravação de um DVD ao vivo, gravado em 2.013 chamado "Entre Cabelos, Olhos e Furaçções" a consolidaram como artista e cantora. Isso ficou mais evidente com a gravação de seu segundo álbum "Tomada" de 2.015.
O álbum contou com a participação de uma verdadeira constelação de 17 artistas do calibre de Chico Buarque, Arnaldo Antunes e Zélia Duncan. Um reconhecimento inquestionável da artista Fillipe Catto que encontra no palco a versatilidade para desfilar seu repertório e interpretar grandes nomes como Cássia Eller. Com seis álbuns gravados, Fillipe Catto ainda se empenha para gravar trilhas sonoras de filmes e participação em projetos audiovisuais..
Una é a cantora clássica mais conhecida hoje na Coréia do Sul. Conhecida por ter uma ótima voz para ´´arias operísticas e para o clássico em outras vertentes. Seu talento foi desenvolvido fora da Coréia, iniciando e completando seus estudos na Alemanha. Lá se formou em duas universidades. Na Universidade Nacional de Música de Nuremberg e na Universidade Nacional de Munchen. Essa ultima seria o ponto de partida para sua carreira.
Ficou rapidamente conhecida por apresentações de ópera e não tardou para gravar seu primeiro single . Lançado em 2.004 com o título "So In Love" fez parte de uma novela de grande audiência na Coréia do Sul chamada Love Story In Harvard.. Com o aumento de sua popularidade, Una se muda para Paris a fim de amadurecer sua música e conquistar mais público.
Após uma série de apresentações pelo continente europeu, Una lança seu primeiro álbum em 2.010. chamado "Una Love". No álbum, não apenas interpretações, mas também composições próprias como "Long Wait", "Aui Crépuscule" e !Gift". Una passou a ser mais experimentalista a partir do seu terceiro álbum "Promise" , mesclando elementos da música folclórica francesa com a música folclórica coreana.
Sua interpretação para a tradicional canção coreana "Arirang" serviu ainda mais para elevar sua carreira. Sua interpretação tanto para o idioma inglês como para o francês renderam álbuns posteriores e foi declarada como patrimônio cultural imaterial da UNESCO. Hoje é considerada uma artista que não teve medo de atravessar fronteiras e expandir sua música. Una atualmente conta com sete álbuns gravados.
Pode-se imaginar alguém fazendo o melhor som dos anos 50 em pleno século 21? Ainda mais nesse novo milênio, onde a música se transformou tanto? É possível sim e ainda vir com o mesmo vigor dos antigos músicos. É o que consegue provar o trio Swamp Shakers. Um trio que passeia com desenvoltura pelos grandes clássicos do blues, do country e do rockabilly
O Swamp Shakers é uma banda natural de Riga, capital da Letônia surgida em 2.009 pelo trio formado pelo vocalista e baterista Kanis Paukste, também conhecido pelo apelido "Mr. Splash". Anna Andersone, a "Hurricane Annie" no contrabaixo e Marcis Liepins na guitarra, completando com uma competente cozinha recheadas de covers no repertório.
O primeiro álbum da banda veio em 2.019 com o nome de "Don't Wanna Miss". O álbum considerado um ótimo cartão de visita traz 17 músicas de fazer os mestres norte-americanos do gênero aplaudir. Tal demora em gravar se se deve ao falecimento do membro fundador da banda Pete Anderson, um famoso roqueiro e querido na Letônia. Mas o Swamp Shakers soube continuar.
Em 2.021 lançam o álbum "Living Room Sessions Vol.1". Gravado em formato de "live" na internet ainda por conta da pandemia da Covid--19, foi a deixa para avançarem também pelas plataformas digitais. O álbum contém 15 músicas e foi produzido após uma longa excursão por diversos países do continente europeu.
TTRRUCES é uma banda inglesa formada pelo casal Jules Apollinaire e Natalie Findlay. Natural de Londres, a banda se mudou para a França para trabalhar no lançamento do primeiro álbum. O casal se conheceu no verão de 2.014 quando moravam na zona leste de Londres no bairro de Broadway Market e mais que na vida íntima descobriram um no outro muitas afinidades musicais.
Natalie Findlay já compunha desde os 15 anos e começou a aparecer no cenário do rock independente em 2.008 com o EP "Off & On". Sozinha criou o próprio selo a Mint Records e assinou com a gravadora BMG. Lançou dois álbuns Forgotten Pleasures" em 2.017 e "The Last Of The 20th Century Girls" no ano passado.
Natalies Findlay em apresentação do TTRRUUCES
Jules Apollinaire havia sido o produtor de "Forgotten Pleasures" e a ideia de trabalharem juntos suas próprias músicas foi se tornando cada vez mais real. O TTRRUUCES nasceu como um projeto de ópera rock onde dois personagens fictícios que buscam através de uma substância química chamada TTRRUUCES um meio de ir as mais variadas viagens.
E o álbum de estreia chegou no dia 26 de Junho de 2.020 ainda época da pandemia de Covic-19. Batizado com apenas o nome do grupo "TTRRUUCES" vem carregado de influências que vão desde o Jazz as músicas de desenhos animados dos anos da 1.920 e dos jingles dos comerciais dos anos 60 até as trilhas sonoras incidentais dos filmes de Tim Burton.