the guitar world

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Soo Catwoman

Soo Catwoman: sinônimo punk de moda e estilo


Soo Catwoman foi uma importante coadjuvante do cenário punk britânico nos Anos 70. Mais que isso, a veiculação de seu nome junto aos principais nomes do movimento a credenciaram a um nível de importância ainda maior, influenciando o mundo da música e da moda.

Seu nome artístico foi criado a partir do seu corte de cabelo, feito no ano de 1.976. Com pontas negras e as demais partes em cores diferentes, a ideia era sugerir as orelhas de um gato. O seu corte influenciou diretamente Keith Flint do Prodigy, mesmo esse tendo aparecido tantos anos depois.




Embora nos dias de hoje negue maior participação fez parte da banda punk Bromley Contingent, uma espécie de grupo embrião que fez surgir o Siouxsie & The Banshees e o Generation-X. Isso porque tinha entre seus integrantes a presença de Siouxsie Sioux, Steven Severin e Billy Idol. Na época todos sonhavam seguir os passos dos Sex Pistols, a grande referência.


Soo Catwoman desde então apareceu em diversos documentários e em 1.979 apareceu como atriz em um filme chamado "The Punk Rock Movie" . Embora hoje afastada do mundo artístico, sua imagem é muito forte pois capta toda a essência de uma época, sendo influência para a juventude que veio a seguir e que ainda se faz presente.


Soo Catwoman - Back Stabbers





Helder Santos

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Humanoid Opera - Eles entre nós?

Eles estão entre nós.. pelo menos em conceito..


Humanoid Opera é uma banda formada por alienígenas que desembarcaram na Terra com a missão de disseminar sua mensagem através da música. Sua sonoridade é um meio de aproximação com a humanidade. São alienígenas Greys que vieram da constelação de Órion.

Calma que a história não é bem assim. Humanoid Opera é uma banda russa da capital Moscou formada recentemente. Na verdade um projeto de artes cênicas tendo como mentor o russo Andrey Yanochikin que usa a temática extraterrestre para fazer uma música conceitual com influências que vão do rock pesado como Slayer e Led Zeppelin até músicos da música clássica como Strauss e Bach.




Não é muito incomum volta e meia surgirem grupos com estéticas estranhas ou mesmo bizarras. Humanoid Opera traz isso com suas máscaras alienígenas que por sinal são muito bem caracterizadas resultando em um som quase sempre instrumental mesclando música clássica e música eletrônica. O resultado é mesmo hipnótico somando-se com seu desempenho ao vivo.

É um convite para se adentrar em um universo de diferentes pontos de vista mais reais que a ficção científica sugere. A pouca informação sobre os integrantes envolvidos aumenta a impressão alienígena de quem os vê. Quem sabe não é essa a mensagem? A presença de um grupo como esse pode familiarizar e amenizar o temor ante a esses seres cósmicos.


Humanoid Opera - The Green Death Rays




Humanoid Opera - Magicans





Helder Santos

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Sarah McKenzie

Sarah McKenzie: Jazz com pitadas de MPB


Havia algum tempo que não surgia no mercado fonográfico nomes que nos levasse a lembrar daquele Jazz com fortes elementos da Bossa Nova que Tom Jobim executava com maestria e músicas como essa se faziam presentes em novelas brasileiras de Manoel Carlos. Pois essa sensação se faz voltar quando se ouve a voz de Sarah McKenzie.

Sarah McKenzie é uma cantora, compositora e pianista de Jazz. Com carreira ainda relativamente curta. Seu primeiro álbum Don't Tempt Me de 2.011 foi indicado como melhor álbum  para a premiação do ARIA Music Award, feito que conseguiu com o álbum seguinte Close Your Eyes de 2.012. Graduada em Jazz, suas principais influências são Cole Porter e George Gershwin.




O álbum We Could Be lovers de 2.014 direcionou a sua carreira para a Europa, onde passou a ser mais conhecida e ser comparada a outros nomes como Diana Krall e a brasileira Eliane Elias. A aclamação do álbum no ano seguinte dentro e fora da Austrália possibilitou ter mais recursos em suas apresentações, consolidando seu nome como artista do gênero.

A partir daí passou a tocar com frequência em clubes de Jazz em Paris, Nova York, Londres e Munique e tocando em importantes festivais como os de Monterey e Perugia. Hoje radicada em Paris ainda lançou mais dois álbuns. Paris In The Rain de 2.017 e Secrets Of My Heart lançado recentemente e que traz uma música com título em português chamada "De Nada".


Sarah McKenzie - "De Nada"


Sarah McKenzie - "Paris In The Rain"





Helder Santos


sábado, 11 de maio de 2019

Charlotte De Vitte

Charlotte De Vitte: sensação da música eletrônica européia


Charlotte De Vitte é uma DJ nascida na Bélgica. Um pouco diferente de outros nomes de música eletrônica, ela se considera fã de rock e que o gênero influencia seu trabalho. Ainda no início da adolescência veio o interesse pela música eletrônica quando começou a mixar fotos via Myspace. No começo fazia somente para si, mas o interesse em ir mais a fundo começou a aflorar.

A procura de muitas discotecas, foi no centro juvenil da cidade de Evergen que ela faz sua primeira apresentação, então com 17 anos. Charlotte De Vitte adotou o nome artístico de Raving George, pois esse nome era um nome neutro que não a identificava necessariamente como uma garota e ela queria ser vista por sua competência e por seu trabalho.


Raving George, o primeiro nome artístico


Um programa para DJs iniciantes chamado My Set Rules foi o pontapé inicial a ela para começar a ganhar visibilidade. Em 2.011 conquista o prêmio Red Bull do programa Studio Brussels Switch. Essa conquista a leva para ser atração do palco principal do festival de música eletrônica Tomorrowland na edição daquele ano. A consequência resultou em mudanças inclusive de som que passou a ser menos electro e mais techno.


Em 2.013 começa a produzir sua própria música e seu primeiro EP  chamado Observe. No ano de 2.015 lança o segundo EP  Slaves / Alternate. O curioso que somente a partir desse ano com o trabalho suficientemente conhecido em solo europeu é que ela abre mão do seu nome Raving George para ser conhecida apenas pelo seu nome de batismo Charlotte De Vitte.


Raving George - DJ Vision





Tomorrowland edição 2.018





Helder Santos

sábado, 20 de abril de 2019

Yemi Alade

Yemi Alade: o que há de mais novo no Pop nigeriano


Nascida no Estado de Abia, Nigéria e formada em Geografia pela Universidade de Lagos, pode-se dizer que a quinta de sete irmãos Yemi Alade parecia seguir um caminho diferente do caminho artístico. Isso mudou no ano de 2;005 quando integrou um grupo só de garotas chamado Noty Spice. Ela não ficou muito conhecida por essa passagem, mas sua sorte viria a mudar.

Foi graças a sua participação no programa Peak Talent Show em 2.009 que conseguiu grande popularidade na Nigéria, fazendo as primeiras oportunidades surgirem. Nesse ano lança seu primeiro single "Fimisile"  pelo selo Jus Kiddin. Em 2.012 assina com uma gravadora Effyzie Music Group e nessa fase lança o Hit "Ghen Ghen Love".


Mamma Afrique: segundo álbum de Yemi Alade


Seus primeiros videoclipes vieram em 2.913. "Bamboo" foi o primeiro e em sequência veio "Johnny". Essa se tornou um Hit que ganhou as paradas de vários países africanos e também na Inglaterra. Esse sucesso atraiu editoras de moda da Europa que a queriam para desfiles e estampar edições de revistas. Foi o grande passo para ser conhecida mundialmente.

Compartilhando palco com nomes como Mary J. Blidge e nome constantemente indicado para premiações musicais, Yemi Alade contabiliza três álbuns. "King Of Queens" ( 2.014 ), "Mana Afrique" ( 2.016 ) e "Black Magic" ( 2.917 ). Considerada como uma das cantoras africanas de hoje com maior número de músicas de sucesso, Yemi Alade viu seu Hit "Johhny" chegar a 100 milhões de visualizações pelo canal Youtube até o fim do ano passado.


Yemi Alade - "Africa"





Yemi Alade - "Kissing"





Helder Santos

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A dança dos mexicanos voadores

Dança dos mexicanos viadores: ligação entre o céu e a terra


O som de uma flauta de madeira anuncia o início de um festejo na praça de Papantla de Olarte, município mexicano localizado no Estado de Veracruz. O ritual que se sucede é muito mais que um ritual, uma dança e uma música. Cinco rapazes rumam ao alto de um poste, pedindo permissão aos pontos cardeais para se alçarem amarrados rumo ao vazio, iniciando a Dança dos Voadores de Papantla.

Presos somente a uma corda, de ponta cabeça giram de forma acrobática para enfim, retornar ao solo. Cada instante simboliza um pedido aos Deuses para que suas terras sejam abundantemente férteis. Chamados de homens-pássaro, dizem que a dança é uma forma de salvar o mundo. As vestes coloridas dizem muito. Calça vermelha, camisa branca e chapéus que representam pássaros, além de enfeites simbolizando o arco-íris.


Mexicanos iniciam a apresentação


Acredita-se que a dança surgiu há 600 anos antes de Cristo, tendo sua origem em povos nahuas, huastecos e otomis chegando até a Nicarágua. Reza a lenda que em uma época a humanidade estava quase sem água e uma grande seca assolava o planeta. Um sacerdote sonhou com os Deuses que o orientou a conseguir trazer de volta as chuvas. Os Deuses afirmaram que ao dançar seriam sempre observados.

Em 2.009 a UNESCO passa a considerar a Dança dos Voadores de Papantla como Patrimônio Intangível Cultural da Humanidade. A manifestação cultural mexicana só perde em importância no país para o Dia dos Mortos. A torre em que a dança é realizada tem 30 metros e o voo se dá numa sequência de 13 voltas, enquanto os sons da flauta e do tambor evocam uma oração.



Mexicanos voadores de Papantla





Helder Santos

quinta-feira, 21 de março de 2019

Pilares musicais da Índia

pilares de Hampi na Índia: estruturas musicais


Na região sul da Índia, mais precisamente no Estado de Karnataka, se encontram duas regiões que destoam das características urbanas e populacionais locais. Embora tenha uma população de 50 milhões de habitantes, em sua zona rural encontram-se dois lugares únicos. Tão únicos que são considerados patrimônio mundial da UNESCO, tamanha sua importância e peculiaridade.

São as regiões de Hampi e de Pattadakal. Lugares onde se encontram muitos templos e palácios, onde a cultura prevalece por todos os lugares. "Um Estado, muitos mundos", diz a propaganda oficial. Quando se adentra pelas ruínas de Hampi, logo percebe-se o quanto isso é verdadeiro e não metafórico. Consequências de quando era capital do império indiano de Vijayanagara.




Entre os muitos templos abertos a visitação, o templo de Vijaya Vitthala possui a maior estrutura, considerado um complexo de vários templos dedicados a Lord Vitthala, uma encarnação do Deus Vishnu. Esses templos apresentam em seus pilares o que chamam de pilares Saregama. Sa, Re, Ga, Ma, são quatro das sete notas musicais.

Em Hampi encontram-se 56 pilares musicais. Quando esses pilares são tocados, ecoa uma sonoridade leve. Os turistas são orientados a não tocar nos pilares a fim de não provocar danos. Um estudou revelou que para o pilar ser tocado, usa-se o polegar, cuja vibração tende a ter a sonoridade de um sino. A causa natural da sonoridade desses pilares se deve a presença de metais e silício.


Imagem do Deus Lord Vitthala


pilares musicais de Hampi






Helder Santos