the guitar world

the guitar world

domingo, 25 de junho de 2023

Una

Una: cantora clássica sul-coreana



Una é a cantora clássica mais conhecida hoje na Coréia do Sul. Conhecida por ter uma ótima voz para ´´arias operísticas e para o clássico em outras vertentes. Seu talento foi desenvolvido fora da Coréia, iniciando e completando seus estudos na Alemanha. Lá se formou em duas universidades. Na Universidade Nacional de Música de Nuremberg e na Universidade Nacional de Munchen. Essa ultima seria o ponto de partida para sua carreira.


Ficou rapidamente conhecida por apresentações de ópera e não tardou para gravar seu primeiro single . Lançado em 2.004 com o título "So In Love" fez parte de uma novela de grande audiência na Coréia do Sul chamada Love Story In Harvard.. Com o aumento de sua popularidade, Una se muda para Paris a fim de amadurecer sua música e conquistar mais público.






Após uma série de apresentações pelo continente europeu, Una lança seu primeiro álbum em 2.010. chamado "Una Love". No álbum, não apenas interpretações, mas também composições próprias como "Long Wait", "Aui Crépuscule"  !Gift". Una passou a ser mais experimentalista a partir do seu terceiro álbum "Promise" , mesclando elementos da música folclórica francesa com a música folclórica coreana.


Sua interpretação para a tradicional canção coreana "Arirang" serviu ainda mais para elevar sua carreira. Sua interpretação tanto para o idioma inglês como para o francês renderam álbuns posteriores e foi declarada como patrimônio cultural imaterial da UNESCO. Hoje é considerada uma artista que não teve medo de atravessar fronteiras e expandir sua música. Una atualmente conta com sete álbuns gravados.


Una - "So In Love"



Una - "Arirang"








Helder Santos






 

sábado, 10 de junho de 2023

Swamp Shakers

Swamp Shakers: o novo velho e bom rockabilly



Pode-se imaginar alguém fazendo o melhor som dos anos 50 em pleno século 21?  Ainda mais nesse novo milênio, onde a música se transformou tanto? É possível sim e ainda vir com o mesmo vigor dos antigos músicos. É o que consegue provar o trio Swamp Shakers. Um trio que passeia com desenvoltura pelos grandes clássicos do blues, do country e do rockabilly


O Swamp Shakers é uma banda natural de Riga, capital da Letônia surgida em 2.009 pelo trio formado pelo vocalista e baterista Kanis Paukste, também conhecido pelo apelido "Mr. Splash". Anna Andersone, a "Hurricane Annie" no contrabaixo e Marcis Liepins na guitarra, completando com uma competente cozinha recheadas de covers no repertório.





O primeiro álbum da banda veio em 2.019 com o nome de "Don't Wanna Miss". O álbum considerado um ótimo cartão de visita traz 17 músicas de fazer os mestres norte-americanos do gênero aplaudir. Tal demora em gravar se se deve ao falecimento do membro fundador da banda Pete Anderson, um famoso roqueiro e querido na Letônia. Mas o Swamp Shakers soube continuar.


Em 2.021 lançam o álbum "Living Room Sessions Vol.1". Gravado em formato de "live"  na internet ainda por conta da pandemia da Covid--19, foi a deixa para avançarem também pelas plataformas digitais. O álbum contém 15 músicas e foi produzido após uma longa excursão por diversos países do continente europeu. 


Swamp Shakers - "Shake It"






Swamp Shakers - "My Babe"








Helder Santos






 

segunda-feira, 1 de maio de 2023

TTRRUUCES

 

TTRRUUCES: o bom rock psicodélico de volta


TTRRUCES é uma banda inglesa formada pelo casal Jules Apollinaire e Natalie Findlay. Natural de Londres, a banda se mudou para a França para trabalhar no lançamento do primeiro álbum. O casal se conheceu no verão de 2.014 quando moravam na zona leste de Londres no bairro de Broadway Market e mais que na vida íntima descobriram um no outro muitas afinidades musicais. 


Natalie Findlay já compunha desde os 15 anos e começou a aparecer no cenário do rock independente em 2.008 com o EP "Off & On".  Sozinha criou o próprio selo a Mint Records e assinou com a gravadora BMG. Lançou dois álbuns Forgotten Pleasures" em 2.017 e "The Last Of The 20th Century Girls" no ano passado.



Natalies Findlay em apresentação do TTRRUUCES



Jules Apollinaire havia sido o produtor de "Forgotten Pleasures" e a ideia de trabalharem juntos suas próprias músicas foi se tornando cada vez mais real. O TTRRUUCES nasceu como um projeto de ópera rock onde dois personagens fictícios que buscam através de uma substância química chamada TTRRUUCES um meio de ir as mais variadas viagens.


E o álbum de estreia chegou no dia 26 de Junho de 2.020 ainda época da pandemia de Covic-19. Batizado com apenas o nome do grupo "TTRRUUCES" vem carregado de influências que vão desde o Jazz as músicas de desenhos animados dos anos da 1.920  e dos jingles dos comerciais dos anos 60 até as trilhas sonoras incidentais dos filmes de Tim Burton.


TTRRUUCES - "Sensations Of Cool"



TTRRUUCES - "Bad Kids"







Helder Santos







sábado, 11 de março de 2023

Renee Hikari

 

   Renée Hikari: jovem veterana dos estúdios



O ano de 2.023 só está começando, mas começa a dar pistas sobre o que pode estar tocando nas pistas de dança e nas paradas de sucesso. E um nome viável que pode vir a acontecer é a de Renée Hikari. Embora não seja muito conhecida do grande público é bastante conhecida pelos grandes estúdios de gravação. E esse é um ponto a favor para a jovem nipônica nascida em Tókio.


Crescida nos Estados Unidos, mais precisamente no bairro do Queens em Nova York, nota-se que sua musicalidade é bastante cosmopolita se ajustando a diversos gêneros musicais. Inicialmente conhecida como competente baterista tem considerável experiência como programadora e engenheira de som. Tamanha familiaridade em estúdios abriu as portas para diversos trabalhos.






Entre seus principais trabalhos inclui sua participação na banda de soul pop de Nova Iorque Scruffy Pearls, a turnê " The Luminess III World Tour" de Diana Demuth realizado em 2.019. Outros nomes como Wesley Schulttz, Beth Gibbons e até mesmo a estrela Pop Shania Twain está entre os artistas que já constam na sua ainda jovem carreira.


Quando não está excursionando, normalmente se encontra no Sun Mountaim Studio, um estúdio privado localizado em WoodstockNova Iorque, propriedade do produtor David Baron que recentemente assinou a produção de um single para ela chamado "Cold " e também assina a produção da participação dela em um projeto intitulado Solari que promete tornar o nome de Renée Hikari mais conhecido.



Renée Hikari - " Cold "


Renée Hikari - "Everyone IsY our Friend "







Helder Santos








segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Os 100 anos da Portela

 

2023 é o ano do centenário da Portela..



O dia 11 de Abril será uma data muito especial para a Escola de Samba Portela que estará completando mais um ano de existência. Mais que isso, o ano marca o ano de seu centenário. A escola que foi fundada em 1.923 como um bloco carnavalesco chamado Conjunto Oswaldo Cruz  por ter suas raízes no bairro Oswaldo Cruz, também tem sua origem no bairro de Madureira.


Tendo como símbolo uma águia, o vôo da escola de samba mais vitoriosa do Carnaval do Rio de Janeiro vem a partir de 1.932 quando torna-se então, a Portela. No ano de sua estréia como Escola de Samba conquista o vice-campeonato. O primeiro título não tardou a chegar. Em 1.935 com o samba-enredo "O Samba Dominando o Mundo" de autoria de Antônio Caetano, conquista o primeiro Carnaval carioca.



"O Azul que Vem do Infinito": o samba-enredo do centenário




De lá pra cá foram ao todo 22 títulos do Carnaval carioca. A mais vitoriosa de todas chegando a conquistar um heptacampeonato na década de 40. Seu último título veio em 2.017 com o samba-enredo "Quem Nunca Sentiu o Corpo Arrepiar ao Ver Esse Rio Passar" de Samir Trindade. Para o segundo Carnaval após o período de pandemia, o samba-enredo escolhido foi "O Azul que Vem do Infinito"


Feito sob medida para a comemoração dos cem anos por Renato Lage e Márcia Lage. A composição é de Wanderley Ribeiro, Vinicius Ferreira, Rafael Gigante, Edmar Jr , Bira e Marcelão. A escola de samba mais antiga do Rio de Janeiro pede passagem. Mais do que um desfile de gala, almeja coroar seu centenário que coroaria a todos que fizeram a gloriosa Portela acontecer durante todo um século de reinado.


Portela - "O Samba Dominando o Mundo" ( 1935 )



Portela - "O Azul que Vem do Infinito"  ( 2023 )









Helder Santos











sábado, 4 de fevereiro de 2023

Mestre Sapopemba

 

Mestre Sapopemba: enciclopédia da música afro-brasileira



O alagoano do interior José Silva dos Santos mudou-se para a cidade de São Paulo com o intuito de construir sua vida. Isso na década de 60. Morando na zona leste da cidade no bairro de Sapopemba, passa a frequentar os centros de tradições afro-brasileiras onde demonstra dedicação como pesquisador. Adepto do candomblé, ainda nos anos 60 ele é um reconhecido Ogã da sua região.


Um estudioso por mais de cinquenta anos e conhecido dentro e fora do Brasil como Mestre Sapopemba, se encontrou também na música como cantor e percussionista. Nos anos 90 fez parte de uma entidade chamada Abaçai Cultura e Arte, uma entidade que promove o folclore e a música brasileira. O envolvimento com a entidade resultou em um álbum lançado em 2.003 chamado "Agô: Camtos Sagrados de Brasil e Cuba".






Mestre Sapopemba ganhou visibilidade ao participar do encerramento dos Jogos Pan Americanos de 2.007 no Rio de Janeiro. Teve inserções importantes como no espetáculo Milágrimas gravado pelo Selo Sesc em 2.013 de Ivaldo Bertazzo. Em 2.016 com seu sólido trabalho baseado nas raízes africanas  chegou a ser comparado a Clementina de Jesus pela mídia. Pouco depois uma fase de shows o leva a excursionar por países da Europa e Ásia.


O ano de 2.019 foi precioso para sua carreira. Dois documentários sobre sua vida e obra. "O Canto Afro de Sapopemba" e "Sapopemba pelos Amigos". E o seu terceiro álbum como cantor "Gbô". Mais recentemente participou da série "Sotaques do Brasil" transmitido no Canal Music Box Brasi onde se apresenta ao lado da cantora pernambucana Alessandra Leão.


Mestre Sapopemba - "Oya"


Mestre Sapopemba & Alessandra Leão - "Adeus, Dalina"







Helder Santos







segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Julia Kotova

Julia Kotova: competente releitura da World Music


Yuliya Kotova mais conhecida no mundo ocidental como Julia Kotova é uma cantora ucraniana natural da capital Kiev. Foi conhecida como uma cantora de rock quando resolveu dar uma guinada em seu estilo musical. Disposta a expandir seus conhecimentos, acaba acolhendo o gênero da World Music da qual conseguiu se adaptar.

Além de compor suas próprias músicas, Julia Kotova ainda consegue interpretar e fazer releituras de músicas típicas do leste europeu, de países da Ásia e  Oceania. Depois de suas experiências como vocalista de bandas como Slate e Free Side, ela leva aos palcos a sua atual banda, a Mosquito Band.




Entre suas interpretações e releituras mais conhecidas estão músicas da Índia, Irã, Turquia, Bulgária, Armênia e Geórigia. Essa versatilidade faz Julia Kotova ser uma autêntica pesquisadora musical, uma vez que o gênero da World Music tem se mantido preso nos últimos anos, revelando artistas limitados sem serem capazes de atravessar fronteiras. O que ela o faz com desenvoltura.


Músicas como a turca "Hey Gidi Durya Hey", a búlgara "Pustono Ludo", a indiana "Bhala Kisi Ka" e a georgiana "Apareka" são exemplos de como funciona essa viagem musical que presentes em palco, mas ainda não em álbum trazem vigor para um gênero musical que há tempos carece de renovação e não vem de boas vendagens.



Julia Kotova - "Za Vodú"



Julia Kotova - "Apareka"









Helder Santos