the guitar world

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sábado, 22 de julho de 2017

Art Project Bora

Art Project Bora: dança, música  e arte sul-coreana


Art Project Bora é uma companhia de dança da Coréia do Sul. Fundada em 2.015 pelo coreógrafo e dançarino Bora Kim, o Art Project Bora vai bastante além de um espetáculo de dança ao unir música, moda e cinema. Esses elementos são incorporados de forma a expressar uma linguagem moderna não esquecendo a cultura milenar sul-coreana.

Os espetáculos são dirigidos pela produtora Mijin Lee. Em apenas dois anos, a companhia tem ganho os palcos do mundo, principalmente entre os países da Europa Ásia e América Latina. Seu perfil especificamente experimental visa romper conceitos. Bora Kim tem se mostrado visionário, mostrando ser mais que um premiado dançarino dentro e fora da Coréia do Sul.


Art Project Bora e o espetáculo "Gaksi"


Seu primeiro espetáculo foi "Frankestein" de uma hora de duração.e apresentado por cinco dançarinos. Os espetáculos que se sucederam como "I'm Not There" e "Thank You" tem duração menor em média de trinta a cinquenta minutos. Os espetáculos mais recentes são Gaksi e Tail Language ambas de 2.016.

Tanto Gaksi quanto Tail Language foram apresentadas recentemente no Brasil. Gaksi é um retrato de como é uma mulher ser noiva nos dias de hoje na Coréia, enquanto  Tail Language aborda questões sobre a linguagem corporal. Durante a recente passagem pela América Latina, outro espetáculo "Somoo" foi apresentado no Uruguai.





"Gaksi"




"Tail Language"





Helder Santos


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Nanna Reis

Nanna Reis: Pop eletrônico de Belém do Pará


Que Belém do Pará é uma capital de grande diversidade cultural, isso não á dúvidas. A quantidade de artistas que procuram mostrar seus trabalhos em grande maioria populares e com variada mescla de ritmos em busca de um lugar ao sol no cenário musical do norte brasilero é de perder de vista. Mas alguns mostram trabalhos mais diferenciados com  uma proposta sofisticada sem perder o "feeling" de suas raízes.

Esse é o caso da cantora Nanna Reis. A bela moça paraense compõe suas músicas alternando baladas com Pop eletrônico. Isso não é exatamente uma novidade, mas o diferencial é que ela o faz sem abandonar as raízes de sua terra natal. Não por acaso ela é mais um caso de talento precoce. Sua carreira começou a deslanchar no ano de 2.010.




Nanna Reis começou a ganhar destaque após apresentações no Festival da Canção de Itacoatiara no Amazonas, onde foi finalista em 2.008 e segundo lugar em 2.009. Desde então acumulou dez prêmos, uma sucessão que vieram na esteira do seu primeiro show "Brasilidade". Mas apenas no seu segundo show "Canção de Hoje" é que ela passa a mostrar composições de sua autoria.

Em 2.015 lança seu primeiro EP homônimo. Nesse período passa a participar de projetos musicais envolvendo vários artistas da região norte como o projeto "Charmoso" e o projeto "sampleados". Esse ano Nanna Reis vem com um novo show chamado "Mestiça" onde também estão confirmados a gravação do seu segundo EP e a gravação de um videoclipe.




Nanna Reis - "Bom Dia"





Helder Santos

quinta-feira, 6 de julho de 2017

As Bahias e a Cozinha Mineira

As Bahias e a Cozinha Mineira: diversidade musical


As Bahias e a Cozinha Mineira é um grupo paulista formado por alunos do curso de História da Universidade de São Paulo. Existindo desde 2..011 tinha o propósito de animar festas universitárias. Banda performática, tem clara influência da MPB principalmente de intérpretes como Gal Costa e Ana Carolina.

Liderada por duas transeexuais, um fato pouco comum em formação de bandas, a presença delas vem com o propósito de romper tabus e preconceitos. Assucena Assucena e Raquel Virginia que tiveram passagens de suas vidas pela Bahia, carregam o discurso engajado de suas músicas para os palcos. A banda decidiu ir além do circuito universitário após o falecimento da cantora Amy Whinehouse.


Performance ao vivo das Bahias & A Cozinha Mineira

A banda lançou um álbum chamado "Mulher". Inicialmente gravado em 2.012 foi oficialmente lançado em 2.015. O álbum tem o propósito de trazer o ponto de vista feminino para questões sobre machismo e homofobia. O músico Rafael Acerbi foii outro integrante determinante para que a banda acontecesse.

O fato é que pelas referências e influências que a banda traz, tudo indica apontar para a MPB tradicional, mas oferecendo uma consistência militante. O grupo tem sido frequentemente lembrado por entidades feministas e comunidades LGBT e vem ganhando espaço maior na mídia, possiblitando colocar em prática seu discurso e posicionamento.


Cantando "Vaca Profana" de Gal Costa









Helder Santos



sábado, 17 de junho de 2017

Dona Onete, Diva do Carimbó Chamegado

Dona Onete: de dona de casa a rainha do carimbó


Ionete da Silveira Gama é uma senhora nascida em Cachoeira do Arari no Estado do Pará. A primeira vista uma dona de casa comum como milhares, mas a professora aposentada de História tinha o sonho de fazer música. Morando no pequeno município de Igarapé-Miri é que seu talento foi descoberto bastante por acaso. Mais conhecida como dona Onete, ela tinha o hábito de cantar enquanto cuidava da casa.

Apaixonada pelo carimbó, ritmo típico da região, dona Onete então com 62 anos foi descoberta por um grupo de carimbó que gostou muito de sua voz, mas tinha se decepcionado com sua idade mais avançada. Mas dona Onete era um talento em estado bruto e em apenas dois dias depois um outro grupo bateu em sua porta, dessa vez abrindo as portas que dona Onete levou grande parte da vida para finalmente entrar.




Após lançar o álbum "Feitiço Caboclo" de 2.012 dona Onete ficaria conhecidaa também como a "Diva do carimbó chamegado". Era sua consagração como cantora e artista do Pará. Convites para apresentações em países como Portugal e França apareceram e no ano passado veio o lançamento do seu segundo álbum "Banzeiro". Dona Onete dessa vez ia ainda mais longe, conquistando diferentes mídias.

A música "Jamburana" fez parte da trilha sonora da telenovela "Sol Nascente" da Rede Globo. Outra música "No Meio do Pitiú" teve mais de um milhão de visualizações pelo Youtube. Acrescentando ainda a série de shows de cinco dias nos Estados Unidos em Nova York. Um sucesso de público e crítica como diz a letra de "No Meio do Pitiú" ( "Fica bem nas fotos/ /nas entrevistas/ e nas reportagens" ).



Reportagem sobre Dona Onete


Dona Onete - "Boto Namorador"






Helder Santos


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Baiano & Os Novos Caetanos

Arnaud Rodrigues & Chico Anísio: talenos além do humor


O que era pra ser somente um quadro humorístico em um programa humorístico ganhou importância de dimensão bem maior do que a boa audiência que o quadro proporcionava. O programa era Chico City do comediante Chico Anísio e o ano era 1.974, ano marcado ainda pelo regime militar, o "milagre econômico" e pelo Tropicalismo, movimento musical encabeçado por artistas como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O então quadro humorístico Baiano & Os Novos Caetanos nasceu como uma sátira ao grupo Novos Baianos com Chico Anísio caracterizado como Caetano Veloso, contando com a preesença de Arnaud Rodrigues e Renato Piau. O que talvez ninguém esperasse na época era que as cômicas músicas apresentadas fossem ter uma importância bem além do entretenimento.




Baiano & Os Novos Caetanos revelou todo o talento musical de Chico Anísio e Arnaud Rodrigues que nos anos de 1.974 e 1.975 lançaram álbuns com letras muito bem construídas e de uma musicalidade brasileira consistente que nada fica a dever aos nomes originais da MPB. O primeiro grande sucesso do primeiro álbum "Vô Batê Pá Tu" é um clásssico da crítica a ditadura e a censura.

Outras músicas que ficaram imortalizadas foram "Urubu Tá Com Raiva do Boi" e "Folia de Reis" Um hiato se seguiu até o final da década quando em 1.982 retornam com o álbum "A Volta" que tinha a música "Pindorama". Ainda tiveram o fôlego de lançar seu último álbum "Sudamerica" de 1985 ano de democracia nascente e liberdade de expressão. Os tempos se anunciavam ooutros.


"Vô Batê Pá Tu"


"Urubu Tá Com Raiva do Boi"





Helder Santos

domingo, 4 de junho de 2017

The Pulltones

The Pulltones: o melhor da Surf Music do interior de SP


Leme não tem praia. Leme é uma cidade localizada a pouco mais de 180 km da capital São Paulo no Estado de São Paulo. De acordo com os dados do Censo do  IBGE de 2.010, a cidade do interior paulista tem a população de 92.000 habitantes. Acredita-se que nesse ano já tenha passado dos cem mil. A hidrografia da região é composta por quatro rios que formam a bacia hidrográfica do Rio Mogi-Guaçu.

Em 2.015 três jovens amigos resolvem montar uma banda. O que tinham em comum era a paixão pela Surf Music que teve seu auge nas décadas de 60 e 70. Schneider ( guitarra ), Maicon ( baixo ) e Elvis ( bateria ) levaram a sério a proposta e queriam ser mais do que uma banda nacional com influência da Surf Music. Queriam ser uma banda de Surf Music.


Pulltones ao vivo


Originalmente como toda banda com proposta parecida e com muitas referências faziam muitos covers, mas não tardou para fazer suas próprias composições. Com títulos em inglês e o som instrumental, tudo para parecer e soar como a mais pura Surf Music. Esse ano foi um ano que abriu as portas para os rapazes de Leme, possibilitando o lançamento do primeiro álbum.

Gravado pelo tradicionalíssimo selo Baratos Afins o álbum se chama "Storm Fisherman". São dez faixas de legítima Surf Mussic .Com nítidas influências de bandas como The Ventures e Dick Dale o som rretrô ganha uma produção mais moderna que não destoa da ideia original. "Storm Fisherman" também já está sendo vendido pelas plataformas digitais.


The Pulltones - "Hola"





Helder Santos


sábado, 3 de junho de 2017

Pina Varinawa

O pajé Pina Varinawa


A tribo dos índios Katukinas  fica localizada na região do Rio Jutaí no sudoeste amazônico  abrangendo também o Estado do Acre. Dividida em dois grupos, o segundo vive as margens do Rio Elvira. Os Katukinas da região do Acre tiveram maior influência do "homem branco", na verdade seringueiros que foram determinantes na denominação  dos clãs indígenas.

O clã Varinawa conhecido também como o Povo do Sol é habitada por 89 pessoas, a maioria de jovens e crianças. Certamente esse deve ter sido um dos motivos a que levou o pajé da tribo  Pina Varinawa a se expressar através da música. Com a ajuda de uma documentarista chamada Nicole Allgranti procurou um meio de fazer esse registro. Conseguiu bem mais que isso.




Com uma música de sua autoria "Jibóia Encantada", o objetivo era lançá-la como single. Apresentado a gravadora Biscoito Fino não apenas o single foi gravado como também gravado em formato digital. Pina Varinawa encantou a ttodos na gravadora com sua riqueza cultural. A música "Jibóia Encantada" ainda é impulsionada por um videoclipe.

A gravadora ainda deu o aval para que a documentarista assinasse a direção do vídeo. Com o sucesso da música nas plataformas digitais e a repercussão por redes sociais como o Facebook, Pina Varinawa tem sido convidado para eventos e palestras em escolas agrícolas e universidades. Recentemente mostrou nova canção em homenagem ao pai Teka Katukina falecido em 2.008.


Pina Varinawa - "Jibóia Encantada"





Helder Santos